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ABRAM-SE, DE PAR EM PAR, TODAS AS FRONTEIRAS

O segundo verso de um poema que escrevi, é precisamente, o que faz o título desta minha Crónica.

Há mais de cem anos, que Portugal e Espanha não se viam privados de atravessar a linha imaginária, que divide os dois países.

As trocas comerciais, o convívio amigável com “nuestros hermanos”, tem sido uma constante e com agradáveis resultados, tanto a nível económico, como sentimental e cultural.

Quando, em janeiro de 2019, fui convidada a “dar uma aula” no CLUBE DE LEITURA DE PORTUGUÊS”, em BADAJOZ, dirigido pelo Dr. Carlos Beirão, digníssimo Professor na Escola Industrial e Comercial de Elvas, após nos termos conhecido, no LANÇAMENTO DE COLECTÂNEA “ELVAS À VISTA”, a primeira que organizei com 41 autores do nosso Concelho, realizado no Cine Teatro de Elvas, cedido pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Elvas, senti que muito mais poderia fazer, que nos unisse aos nossos vizinhos que tanta nos estimam, até ao ponto de desejarem aprender a riquíssima LÍNGUA DE CAMÕES.

O caminho estava traçado e, de imediato, comecei a fazer convites a amigos, nas redes sociais, envolvendo, na nova obra que imaginei, escritores, pintores, poetas e fotógrafos das 3 cidades que formam a EUROCIDADE-BADAJOZ, ELVAS, CAMPO MAIOR, chegando ao bonito grupo de 67 autores. Assim, em setembro de 2019, uma nova obra, empolgante e de um conteúdo bastante rico, era LANÇADA EM SANTA EULÁLIA, no Pavilhão Multiusos, cedido pela Junta de Freguesia de Santa Eulália.

Foi tão grande o entusiasmo dos participantes, que senti que não poderia deixar de continuar a abrir os meus braços, a quem quisesse entregar-se a um novo projeto cultural, mais alargado.

Assim, nasceu a COLECTÂNEA RAIA LUSO ESPANHOLA, na qual reuni 63 autores, oriundos da Extremadura, Galiza, Astúrias e Portugal, claro.

Esta obra foi LANÇADA EM SANTA EULÁLIA, no Pavilhão Multiusos de Santa Eulália, em setembro de 2020, durante a pandemia.

Nem os problemas de ordem sanitária nos impediram que esta grande COLECTÂNEA se tornasse uma realidade, uma forma de dizermos que queremos viver, queremos tornar estes tempos de dor e sofrimento, menos pesados.

Como o povo diz, e com razão: “PARAR É MORRER”, vamos continuando a nossa caminhada, sem parar.

Neste momento, está prestes a ser editada uma nova COLECTÂNEA- CULTURA SEM FRONTEIRAS- uma nova obra literária e artística, resultado da reunião de 47 autores, sendo 27 portugueses e 20 da vizinha Espanha, oriundos da Galiza, Astúrias e Extremadura.

Uma verdadeira aventura, sempre com o intuito de unir as nossas culturas, dinamizar e tornar mais sólida a partilha de saberes, criando laços da mais pura amizade.

Todo este trabalho, tem sido, na minha vida, a continuação do que sempre gostei de fazer, embora, hoje, de forma diferente, convivendo, tornando os dias menos sombrios, ocupando-me com coisas que me dão uma profunda satisfação.

Já há uns anos, que ouso musicar os meus poemas e gosto de os cantar.

Nestas 4 COLECTÂNEAS, fui mais além. Musiquei poemas de outros autores.

Em CULTURA SEM FRONTEIRAS teremos um CD com 9 poemas de 9 autores, que musiquei e estou a gravar, em estúdio.

É este o meu poema de LANÇAMENTO DA COLECTÂNEA e apresentação de autores:

Por um mundo melhor

Derrubem-se, todas as barreiras,

Abram-se de par em par, todas as fronteiras.

A paz, a cultura, a alegria de viver,

Querem fazer morada, onde o homem estiver!

Nós somos diferentes, mas todos iguais,

Porque acalentamos os mesmos ideais!

Somos diferentes, pero todos iguales,

Porque acalentamos los mismos ideales.

És tiempo de avanzar y construir

Un mundo mejor, un florir!

No percamos tiempo, mios amores,

Empunhemos banderas de flores, multicolores!

Ref

Venham os cantadores de saias e do fado,

Das miuñeiras e do sapateado.

Levantem-se os prosadores e poetas,

Todos os sonhadores e façamos festa!

Ref

La fiesta de la literatura y de las artes.

Una fiesta inmortal que nos una

En un poyeto sin igual

De esperanza, en un mundo mas fraternal.

Ref

                                                                          Graça Foles Amiguinho

           

Graça Foles Amiguinho

Graça Foles Amiguinho

Colaboradora Portuguesa

“Son Maria de Graça Foles Amiguinho Barros. Vivo en Vila nova de Gaia, pero nascín no Alentejo, nunha aldeia pequena chamada A Flor do Alto Alentejo.

Estudei en Elva. Fiz maxisterio en Portoalegre. Minha vida foi adicada ao ensino durante 32 anos, aos meus alumnos ensineilles a amar as letras, o país, as artes e a cultura. 

Meu começo coa poesia aconteceu de xeito dramático cando partin os dous braços, en 2004 comecei a escribir poesia compulsivamente, en 2005 xa tiña o primero libro editado  O meu sentir…”

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