As rosas da cor do sol poente
Plantei no meu jardim uma roseira sem saber sua cor
O orvalho ia regando docemente a minha roseira
Eu contemplava seu crescimento
E quando ela cresceu, seus botões perfumados
Eram da cor do sol poente, e adocicados
Mesclados com as cores da minha solidão
As suas pétalas eram cheias de cor e delicadas,
Hoje são como beijos da natureza
E eu escrevo em suas pétalas
As palavras que vou usando em minha poesia,
E num papel branco, faço pequenos esboços
Onde tento passar para o papel
Pequenos exercícios com desenhos e aguarelas,
Onde tento copiar as cores do meu roseiral
São apenas tentativas frustradas
Porque são cores impossíveis de eu reproduzir
São as cores das rosas que Deus criou e desenhou
Com pinceladas de amor e perfeição
No seu celeste atelier como Pintor,
Para admirarmos a Sua Obra-Prima de Criação
Onde cada botão de rosa
É uma manifestação da sua criatividade
Simplesmente um design divino,
O orvalho continua a regando a minha roseira
Enquanto eu tento reproduzir, em desenhos e aguarelas
As cores que eu guardo em meu coração.
António Silva
Junho de 2025

António Silva
Poeta
Eu me chamo António Silva. Sou português e da província do Baixo Alentejo. Gosto muito de pintar e escrever poesia.
Meus poemas são pequenas pinturas coloridas. Cada tela que pinto é um poema colorido. E meus poemas são pinturas que retratam pedaços da minha vida. Recordações de infância que ficaram gravadas em meu coração. Eu gosto de colorir a vida com meus poemas e minhas pinturas. Assim a vida é mais fácil e mais bonita. Pinto e escrevo, como se ainda eu fosse uma criança.
Pois por dentro, eu não mudei, sou uma criança que tem um corpo de adulto.
Deixaste comigo um pouco do teu perfume
O espello onde me revejo
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