Uma noite de Janeiro por António Silva

Uma noite de Janeiro por António Silva

Uma noite de Janeiro 

 Declinava o dia

A lareira acesa

Denunciava o frio de Janeiro, 

E pelas frestas da casa de madeira 

A luz do candeeiro a petróleo 

Fazia as sombras aumentarem 

Na parede da casa branca

E o silêncio toma conta da minha rua, 

O ferro de engomar 

Ainda tinhas as brasas acessas

Depois de engomar as calças de sarja

Remendadas e já gastas pelo uso,

O relógio da torre adormecia 

Do cansaço do dia

E a lua já espreitava 

Sobre a sombra dos miósporos, 

A noite fria de Janeiro 

Trazia consigo uma antiga lembrança

E eu escrevia 

Palavras do avesso 

Num poema de criança 

Porque eu me debruçada 

Sobre a janela da vida,

Ao longe ouvia o som do mar

E seu convite para visitar as marés 

E senti o sabor da maresia, 

Mas a voz da noite

Continuava a chamar por mim

E eu me abandonava 

Ao som do crepitar da lareira

Observando os vultos que a luz fazia

Na parede da casa branca 

E na rua, o frio de Janeiro.

 

António Silva 

                                   Dezembro de 2021

António Silva

António Silva

Poeta

Eu me chamo António Silva. Sou português e da província do Baixo Alentejo. Gosto muito de pintar e escrever poesia.

Meus poemas são pequenas pinturas coloridas. Cada tela que pinto é um poema colorido. E meus poemas são pinturas que retratam pedaços da minha vida. Recordações de infância que ficaram gravadas em meu coração. Eu gosto de colorir a vida com meus poemas e minhas pinturas. Assim a vida é mais fácil e mais bonita. Pinto e escrevo, como se ainda eu fosse uma criança.

Pois por dentro, eu não mudei, sou uma criança que tem um corpo de adulto.

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Deuses úteis e deuses inúteis por Domingos Antom

Deuses úteis e deuses inúteis por Domingos Antom

De deuses úteis e deuses inúteis.

Domingos Antom Garcia Fernandes

O título guarda relaçom com o livro de José Álvarez Junco, Dioses útiles. Naciones y nacionalismos (2016). Quero chamar a atençom sobre as questons identitárias para enfatizar o carácter contingente de boa parte das mesmas para fugir de desígnios providenciais, mistérios insondáveis ou genialidades coletivas… Escapar, já que logo, de fatores económicos, sociais, políticos e ideológicos dumas poucas, pois acontecem assim mesmo nas demais… Emoçons e mitologias que têm que se submeter à crítica da razom… O futuro nom está escrito, as identidades nom som eternas, mas históricas, nom têm marcas essencialistas, nom som perenes. É conveniente ser críticos perseverantes com as elites nacionalistas; con ideólogos, ativistas, dirigentes políticos, e um longo et cetera que consciente, ou mesmo sem o saber, defendem interesses pessoais e esquecem, se eles já tiveram isso na sua memória, o construcionismo das mesmas.

Desejo retomar as palavras de abertura da introduçom de Donald Sassoon ao recente livro de Eric Hobsbawm, Sobre el nacionalismo (2021): “A Eric Hobsbawm no le gustaba el nacionalismo. Como escribió en 1988 en una carta dirigida a un historiador nacionalista de izquierdas: <<Sigo estando en la curiosa posición de rechazar, desconfiar, desaprobar y temer al nacionalismo allá donde exista, quizá aún más que en la década de 1970, si bien reconozco su enorme fuerza, que se debe aprovechar para progresar, si ello es posible. Y a veces lo es. No podemos dejar que la derecha monopolice la bandera. Pueden lograrse algunas cosas movilizando los movimientos nacionalistas… Sin embargo, yo no puedo ser nacionalista ni tampoco, en teoría, ningún  marxista lo puede ser>>. Su antinacionalismo no resulta sorprendente. Era un judío que se oponía al sionismo; un británico que nació en Egipto en el año de la revolución rusa. Su abuelo era polaco. Su madre vienesa. Su padre nació en Inglaterra. Sus padres se casaron en Suiza. Su esposa, Marlene, nació en Viena y creció en Manchester. Él se crió en Viena y Berlin, y era un muchacho cuando los nazis llegaron al poder, una experiencia que le produjo una impresión imperecedera. En su autobiografía escribió que Berlín hizo de él un marxista y comunista de por vida…”.

Também gostaria de lembrar a qualidade poliédrica dos nacionalismos. E para isso colho os títulos – claro que eles nom esgotam, nem de longe, o assunto –  dum curso sobre os mesmos, na Biblioteca Pública de Ponte Vedra, no ano académico 2016-2017:

naçons e nacionalismos em Ernest Gellner I e II ; comunidades imaginadas e anarquismo e imaginaçom anti-colonial em Benedict Anderson; naçons e nacionalismos em Eric Hobsbawm; a construçom das nacionalidades em Adrian Hastings; estado e naçom em John A. Hall e outros; a naçom em tempo heterogéneo e a subalternidade em Partha Chatterjee; a crítica pós-colonial em Homi Bhabha; crítica do racismo e do pós-colonialismo em Gayatri Chakravorty Spivak; crítica da razom negra  em Achille Mbembe; o estado islámico; o populismo em Ernest Laclau e Carlos Fernández Liria; brutalidade e complexidade na economia global segundo Saskia Sassen; o nacionalismo banal em Michael Billig.

Também de quase doze anos atrás pode-se ler um artigo sobre o título de Oito questons a respeito da naçom que se podem mudar em razons para ser ou nom nacionalista de Primeira Linha em rede 2.0. Dava lugar a algumas visons da problemática nacional; à naçom-estado em perspectiva económica transnacional. Em contra do mito das economias autocentradas; de nacionalismo e interclassismo. Em contra da religiom interclassista; nacionalismo e política. A questom do Estado. Em contra do mito do Estado neutro; nacionalismo e ideologia. Em contra das ideologias universalistas, de universalismo fingido; de nacionalismo e historia. Em contra das visons teleológicas da história; nacionalismo e língua. Em contra da mitologia da língua; o nacionalismo como religiom. Em contra do conservadurismo e da docilidade, do gregarismo; nacionalismo e ecologia; para concluir: a respeito da mudança de sistema. Hoje gostaria de fazer esclarecimentos e correçons em tudas as seçons, mas fica para milhor ocasiom. Embora quero recomendar dous livros que forom importantes na redaçom do artigo e outro, publicado há poucos meses e que atualiza um pouco o pensamento de William I. Robinsom. Seriam do referido autor: Una teoría sobre el capitalismo global. Producción, clase y Estado en un mundo transnacional (com prólogo do autor para a ediçom em espanhol de 2013) e El capitalismo global y la crisis de la humanidad (com prólogo, de 2020, do autor sob o título de La pandemia del capitalismo global para a ediçom em espanhol de 2021). E o clássico livro de Michel Beaud Historia del capitalismo de 1500 a nuestros días (segunda ediçom em espanhol de 2013).

E, pois que o artigo nom tem de ser muito longo fago uma nova recomendaçom, ler um artigo de Guillermo del Valle: “Modelo neoliberal y centralista”: un perverso oxímorom (2021), onde, entre outros, explica que o modelo da direita hegemónica, que tenta reduzir a capacidade pública de controlo do poder privado, passa pola descentralizaçom da política; que é uma tese falaciosa que centralismo seja sinónimo de neoliberalismo; que as principais escolas neoliberais de economia – esculca com certo detalhe (lembre-se que estamos a falar dum artigo!) a Escola Austríaca de Economia – falam de descentralizar o Estado, e mesmo do direito de secessom;

 que o neoliberalismo nom está interessado num Estado forte produtor, regulador e com plenas capacidades redistributivas;que o neoliberalismo propugna uma teoria plebiscitária e contratualista da secessom… Mesmo uma palavras de Mises: “… Si hubiera alguna forma posible de conceder este derecho de autodeterminación individual a toda persona individual, debería hacerse.” E um longo et cetera. Para conhecer um pouco mais de por onde corre o pensamento de Guillermo del Valle recomenda-se ler: Entrevista a Guillermo del Valle por Santiago Armesilla, e o artigo Modelo neoliberal e centralista.

Antes de concluir gostaria de transcrever istas palavras, a respeito da naçom, de Benedict Anderson em Comunidades imaginadas: “… una comunidad política imaginada, e imaginada como inherentemente limitada y soberana. Es imaginada porque incluso los miembros de la nación más pequeña no conocerán jamás a la mayoría de sus compatriotas, no los verán ni oirán siquiera hablar de ellos, pero en la mente de cada uno vive la imagen de su comunión (…). La nación se imagina como comunidad porque, independientemente de la desigualdad y la explotación que puedan prevalecer en cada caso, la nación se concibe siempre como una camaradería profunda, horizontal. En última instancia, es esta fraternidad la que ha permitido, durante los últimos dos siglos, que millones de personas maten y, sobre todo, que estén dispuestas a morir por estas imaginaciones tan limitadas.” Nom entro en novos comentários, embora questionar o de matar e morrer, pois a liberdade para isso é mais bem exígua.

E outra citaçom mais (niste caso do devandito prólogo de 2020 de William I. Robinson): “ Difícilmente se podía subestimar el alcance del colapso económico desatado por el brote viral. Varias agencias internacionales estimaron, a los tres meses de la pandemia, que hasta dos mil millones de personas habían perdido su sostén y al menos 500 millones fueron arrojadas a la pobreza, millones enfrentaban hambre, hasta 500 millones de pequeños negocios podrían quedar en la quiebra, y que para 2020 la economía global experimentaría una contracción de hasta el 10%. La clase capitalista transnacional (CGT) se empeñó en trasladar la carga de la crisis y el sacrificio que imponía la pandemia a las clases trabajadoras y populares. Los Estados capitalistas alrededor del mundo aprobaron rescates masivos para el capital mientras se escurrieron de esta piñata unas migajas para las clases trabajadoras. Los gobiernos estadounidense y europeos asignaron al menos 8 mil millones de dólares en préstamos y subsidios a las corporaciones privadas, aproximadamente equivalente a todas sus ganancias en los dos años anteriores a la plaga, lo que la revista The Economist calificó como “el rescate más grande de la empresa privada en la historia.” Mientras estos miles de millones de dólares se acumularon en la parte más alta de la pirámide social global, la pandemia dejó a su paso más desigualdad, más tensión política, más militarismo y más autoritarismo.”

E nissas continuamos. Deixo para outra ocasiom insistir mais em que nacionalismos e imperialismos som a maneira que tem de se organizar o capitalismo de 200 anos a ista parte. E que ser nacionalistas nom é ser anticapitalistas. Assim mesmo afundar mais nas pseudoesquerdas…

Domingos Antom Garcia Fernandes

Domingos Antom Garcia Fernandes

Profesor de Filosofía

Domingos Antom Garcia Fernandes, nasceu em Hermunde-Pol,  na Terra Chá, a 21 de Janeiro de 1948. Freqüentou dez anos de estudos eclesiásticos no Seminário Diocesano de Lugo. Mestre de Primeiro Ensino pola Escola Normal de Lugo, licenciado e doutor em Filosofia pola USC. Foi professor de EGB e catedrático de Filosofia no Ensino Secundário. Membro fundador da Aula Castelao de Filosofia, da qual foi porta-voz e coordenador e na atualidade Membro de Honra. Foi professor de Antropologia Geral, História da Antropologia e Antropologia Económica na UNED de Ponte Vedra.
Foi professor convidado na Universidade de Vigo, em 2011, na docência da matéria de Ética e deontologia da comunicaçom audiovisual. Foi professor convidado na Universidade de Vigo, em 2018, na matéria de Sociologia: Sociedade, Cultura e Pensamento. Foi Presidente de Amig@s da Cultura de Ponte Vedra.
Foi professor de Filosofia e de Ética no Graduado Universitário Senior da Universidade de Vigo.
Imparte um curso de Filosofia, de carácter anual, na Biblioteca Pública de Ponte Vedra.
Co-autor de Antom Losada. Teoria e Praxis (1984), Reflexons sobre a vida moral (1995), A Ética na que vives (1995). Coordenador de Para umha Galiza Independente. Ensaios, testemunhos, cronología e documentaçom histórica do independentismo galego (2000). Co-participante en diversas colectâneas.
Participou como relator ou comunicador em numerosos congressos e jornadas com temas como a filosofía marxista, os NMSA, o estatuto e as funçons da Filosofia, a problemática nacional em relaçom com a questom ecológica, et cetera. Colaborou em diferentes jornais e revistas e prologou diversos livros.
Foi colaborador assíduo da publicaçom trimestral Abrente e da Abrente Editora, além de colunista de Primeira Linha em Rede, de Diário Liberdade e de kaosenlared.net.

Historia de vida

Nem chefe de estado monárquico nem republicano

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Pequenas Figuras, Grandes Feitos por Mª Xesús López Escudeiro

Pequenas Figuras, Grandes Feitos por Mª Xesús López Escudeiro

Pequenas Figuras, Grandes Feitos

Mª Xesús López Escudeiro

Nun mundo masculino, Anxela Paz abre vieiros, poucas son as mulleres mergulladas no eido da miniatura. Coa incorporación delas xorden novas inquedanzas e aparece a necesidade de ampliar a oferta.

 Existen problemas para atopar  as figuras femininas desenvolvendo actividades consideradas  fóra dos roles tradicionais. Reproducir escenas de loita, de manifestacións, etc, presenta unha nova dificultade.

Leva máis de  20 anos adicada á súa paixón. Longas noites á luz da lámpada,  moitas  horas de pescuda e de documentación rigorosa para proceder á pintura das figuras de 20 cms, antes da minuciosa elaboración das maquetas.  Cada reprodución agocha unha intensa consulta, unha aprendizaxe que lle descobre mundos descoñecidos e a comunica con colegas de diferentes países.

Anxela Paz

Actualmente, leva un tempo introducida na loita feminista. Na súa manifestación de marzo de 2018, as galegas desfilan coas pancartas reivindicativas, acompañadas do son da batucada. O pequeno tamaño dos tambores e das baquetas supuxo un incremento de tempo na  elaboración, mais considerou importante a  súa incorporación, así como a de mulleres de diferentes nacionalidades, membros da Marcha Mundial das Mulleres. Deixa constancia asemade da presenza dos homes, apoiando as reivindicacións.

Nunha ollada retrospectiva, noutra das súas creacións,  lembra a autora as mulleres loitadoras, defensoras dos ideais da II República, fronte aos ataques do fascismo. Conscientes do atraso que supuxo para a condición feminina o alzamento fascista de 1936,  defenderon os ideais de xustiza e liberdade, na Galiza e no Estado Español. En desacordo coa historia oficial, que lles concede un rol secundario, visibiliza  Anxela o papel activo  das mulleres durante a Guerra Civil e nos anos posteriores, como milicianas ou como guerrilleiras. Inmortaliza unha escena durante un ataque. Con precisión milimétrica mostra as ruínas dunha casa, coas pinturas na parede e cos vidros rotos na fiestra; no exterior a farola medio caída e na eira o caldeiro polo chan, nun recuncho unha charca de auga.

Un instante no que a vida doméstica ficou interrompida polos horrores da guerra e nesa paisaxe desoladora emerxen as figuras das guerrilleiras, verdadeiras protagonistas da escena. Homenaxea a autora ás que actuaron na chaira ou no monte, como enlaces ou colaboradoras (cociñando, lavando roupa, transmitindo mensaxes, colaborando na elaboración de material informativo…) ou ben como guerrilleiras activas. Consuelo Rodríguez (Chelo), Carme Rodríguez, Celia González Pernas, Josefa Escourido Cobo, Carmen Jerez , Caridad Mercader, Esperanza Martínez, Remedios Montero, entre moitas outras, forman parte do colectivo feminino silenciado e menosprezado.

Mulleres loitadoras

Historias de menosprezo e de silencio que se repiten en todas as sociedades e que a autora denuncia coas súas mans.  Na liñaxe das valquirias da mitoloxía xermánica ou das amazonas da mitoloxía grega, a muller guerreira existiu desde a antigüidade no Xapón. Nun mundo tradicional onde a muller ficaba relegada ao ámbito doméstico, a  Onna-Bugeisha desenvolvía actividades bélicas.

Arqueiras especializadas no dominio da naginata (especie de sabre longo ) e do arco. A emperatriz Jingu, ( aparece no S.III como pioneira), Hõjõ Masako no S.XIII, Chiyome Mochizuki no S. XVI ou Nakano Takeko son algúns dos nomes destas mulleres samurais, excluídas dos libros de historia. (Recentes achegas arqueolóxicas suxiren que non se trata de casos illados).  Na recreación da artista pontevedresa, as onnas diríxense á batalla, os estandartes e a vestimenta están reproducidos con gran meticulosidade polas delicadas mans artesanais, que mostran a abondosa decoración.

Onnas buggeishas

Curiosamente na Galiza o nome de  Onas empregouse para designar as abadesas do convento de San Pedro de Ramirás ( Ourense). Sen coller as armas, como as Onnas xaponesas, as Onas galegas foron quen de pleitear e loitar pola defensa dos seus dereitos e privilexios. Historias universais unidas pola mesma denominación e que nos falan de figuras que tiveron un gran protagonismo na sociedade da súa época.

Premio Cidade de Pontevedra en 2017 e  integrante de Paspallás, a súa vida e a súa obra zumegan compromiso ;  como Presidenta da Asociación Socio Sanitaria da Enfermidade Inflamatoria Intestinal (ASSEII) realiza un intenso  labor na defensa dos dereitos d@s doentes. Variadas actividades que completa  coas miniaturas, compañeiras de noites que transcorren entre pinturas, pinceis, barro, masa, madeira…  Nestas tres pequenas creacións , verdadeiras obras de arte, Anxela Paz recoñece  a grandeza daquelas que como ela, muller loitadora e feminista, son quen e foron quen de rachar muros, na defensa dunha sociedade xusta e igualitaria.

Texto e Fotos :Mª Xesús López Escudeiro

Premio cidade de Pontevedra

Entrega de premios Cidade de Pontevedra 2017

Foto Diario de Pontevedra

Mª Xesús López Escudeiro

Mª Xesús López Escudeiro

Profesora de francés xubilada

Licenciada en Filoloxía Francesa na cidade de  Compostela, a cidade onde naceu.

Profesora de Francés en diferentes institutos, xubilouse no IES Xunqueira I, de Pontevedra.

Exerceu como Concelleira polo BNG, en Pontevedra e como Delegada de Cultura, Patrimonio e Deportes no goberno bipartito da Xunta de Galiza.

Dirixiu o programa “Vivas e Visibles” do Concello de Sarria (Lugo) e coorganizou a exposición “Esquecidas”, en 2018.

Na actualidade participa no programa do Concello de Pontevedra “Memoria das Mulleres”, dentro do que coorganizou a exposición en 2015 “Do gris ao violeta”.

Forma parte do Movemento Galego pola Recuperación da Memoria Histórica.

O  centro das súas inquedanzas xira arredor do tema das mulleres e da recuperación pola memoria histórica.

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Ouro sobre azul por António Silva

Ouro sobre azul por António Silva

Nesta primeira colaboración, António Silva, preséntanos un cadro cheo de color no que representa a vida das abellas e as cores que a acompañan. Benvido ao noso blog a este poeta e artista portugués.

Abellas

Título: Ouro sobre azul.

Esta pintura retrata a vida das abelhas em busca do néctar das flores. O ouro a que faço referência, é o seu mel dourado, e elas voam num lindo céu azul. A pintura é para nos fazer lembrar da importância da preservação do meio ambiente para que as abelhas melíferas continuem a fazer a polinização e dar-nos o seu mel que alegra nosso paladar e torna a vida mais doce.

António Silva

António Silva

Poeta e artista

Eu me chamo António Silva. Sou português e da província do Baixo Alentejo. Gosto muito de pintar e escrever poesia.

Meus poemas são pequenas pinturas coloridas. Cada tela que pinto é um poema colorido. E meus poemas são pinturas que retratam pedaços da minha vida. Recordações de infância que ficaram gravadas em meu coração. Eu gosto de colorir a vida com meus poemas e minhas pinturas. Assim a vida é mais fácil e mais bonita. Pinto e escrevo, como se ainda eu fosse uma criança.

Pois por dentro, eu não mudei, sou uma criança que tem um corpo de adulto.

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Éxtasis: vivió como le dio la gana por José Luis Vázquez

Éxtasis: vivió como le dio la gana por José Luis Vázquez

Eva, tras casarse con un viejo caballero, descubrió que era un obsesionado del orden y la tranquilidad, sin pasión ni romanticismo. Desanimada, lo abandona y regresa con su padre.

Bañándose en un lago, conoce a un joven (Adam) y se enamora.

Esta es la sinopsis de Éxtasis, una película checoslovaca del año 1933, dirigida por Gustav Machaty,  ganador del premio a la mejor dirección en el Festival del Venecia (1934).

Fotograma Éxtasis

Es una película rompedora en muchos sentidos. Va de una mujer que toma sus decisiones y sufre las consecuencias. Es la primera película comercial de la historia en la que aparece un desnudo integral de la protagonista y vemos un orgasmo, con imágenes sugestivas y alegóricas.

Rodada en la transición entre el cine mudo y el hablado, tiene muchas imágenes evocadoras.

Abandono del marido, caída en brazos de un amante, hacerle el amor este, después de mostrarse desnuda, y sentir un orgasmo, son demasiados ingredientes para un mundo mojigato. La película fue censurada o directamente prohibida en muchos países. Mussolini la vio a solas, al parecer con gran regocijo. Hitler la prohibió: ella era judía.

La actriz protagonista se llamaba Hedwig Eva Maria Kiesier y tenía 19 años. Cuando rodó esta película ya había intervenido en otras cuatro en Alemania. La primera con 16 años.

Hedwig Eva María había nacido en el otoño de 1914 en Viena, en una familia de judíos secularizados de la clase alta. El era banquero y ella concertista de piano.

A los once años ya tocaba muy bien el piano, danzaba y hablaba cuatro idiomas. A los 16 años comenzó a estudiar artes escénicas.

Tras participar en Éxtasis y aparecer desnuda y fingiendo un orgasmo, sus padres, atónitos, arreglaron con rapidez su matrimonio, contra su voluntad, con un magnate armamentístico, que vendía armas a Hitler y Mussolini.

Friedrich Manl, que así se llamaba el fabricante de armas, austro fascista y católico, la encerró en el castillo de Salzburgo y la esclavizó. La lucía en cenas y eventos. Intentó comprar todas las copias de Éxtasis

Hedwig Eva María aprovechó la soledad para mantener una relación con su asistenta, estudiar ingeniería y conocer los pormenores de la tecnología que empleaban los proveedores de su marido que, años más tarde, ofrecería a EEUU.

En 1937 se disfrazó de su asistenta, a la que había suministrado somníferos, y escapó a Paris.

Trailer de la película Éxtasis

En Londres, Hedwig Eva Maria, conoció al magnate de la Metro Cecil B. DeMille.    Este le ofreció un contrato de 7 años, con la condición de que cambiase su nombre por Hedy Lamarr. Quería que no se la asociase a la película Éxtasis. Hedwig marchó a EEUU.  Se convirtió en una estrella.

Protagonizó numerosas películas, algunas con los más grandes directores.

  • King Vidor : “Camarada X” y “Cenizas de amor” (1941)
  • Jacques Tourneur : “Noche en el alma” (1944)
  • Robert Stevenson  : “Pasión que redime” (1947)
  • Cecil B. DeMille: “Sansón y Dalila” (1949)

Su última película, “The Female Animal”, la rodó en 1958

Durante su carrera se ocultó su faceta como científica e inventora, dado que creían que la perjudicaría.

Junto a George Antheil , un compositor vanguardista que había logrado sincronizar 16 pianolas sin cables, patentó la teoría del espectro ensanchado, que llamaron: Sistema secreto de comunicación.

Al comienzo de la segunda guerra mundial, ante el avance de Hitler y el odio que sentía Hedy Lamarr por los nazis, se propuso ayudar en lo que estuviera a su alcance.

Inventó un sistema de guía por radio para torpedos aliados, que utilizaba el espectro ensanchado y la tecnología de frecuencia para superar la amenaza de interferencias por los países del Eje.

Estas tecnologías inalámbricas son las precursoras de los actuales WiFi y Bluetooth.

Su patente no fue utilizada por el ejército americano hasta después de su muerte, por lo que no llegó a cobrar ni un dólar.

Su reconocimiento como científica llegó muy tarde y con discreción.

cientifica
Hedy Lamarr

Eva Maria Kiesier tuvo seis fracasos matrimoniales. Retirada del cine, montó su propia productora sin mucho éxito. Se obsesionó con la cirugía estética y se sometió a numerosas intervenciones para acabar como un cromo. Era cleptómana: la detuvieron dos veces por robar. Tuvo tres hijos.

Murió en enero del año 2000 por problemas en el corazón, sola, enclaustrada, esta vez voluntariamente.

Eva María había declarado: “la esperanza y la curiosidad sobre el futuro me parecían mejores que la seguridad del presente”.

Eva, fiel a sus principios, rompió tabúes en Éxtasis, abandonó a su poderoso marido nazi y contribuyó con sus inventos e iniciativas a la derrota del fascismo.

Un ejemplo de mujer capaz y poderosa. La que fue aclamada como Lamarvellous, la mujer más hermosa del mundo, era también una mujer que pensaba por si misma y una destacada científica.

Jose Luis Vázquez

Jose Luis Vázquez

Escritor

Estudió Ciencias Económicas en la Universidad Central de Barcelona y cursó un máster en Dirección de Marketing en EADA.

Ha trabajado como directivo financiero y de logística en varias empresas de logística y alimentación.
Ha realizado numerosos viajes de aventura por los cinco continentes, ascendiendo montañas, conviviendo con tribus y cruzando ríos y mares.

Le encanta el cine, y los wésterns en particular.
Lector empedernido: novela, historia, ciencia y filosofía.
Cursó tres años de Narrativa y Novela en la prestigiosa Escola d’Escriptura del Ateneu de Barcelona.
Ha publicado dos libros: Clara y algo más, de cuentos, y La memoria en color, autobiográfico.
Barrabás el Sicario es su primera novela.

Michael Cimino

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