Seleccionar página
“Ilhas de Plástico” no rio Minho por Manuel Vitorino

“Ilhas de Plástico” no rio Minho por Manuel Vitorino

"Ilhas de plástico" no rio Minho

Manuel Vitorino

Se um dia tem 24 horas e durante 24 horas, o Homem encarrega-se de ir destruindo o Planeta e os Oceanos (melhor; a cada minuto e segundo…) o artista idealizou como metáfora do tempo, um conjunto de 24 esculturas esféricas de grande dimensão forradas com materiais de plástico, garrafas de água, tubos de diferentes cores e feitios idênticos aos utilizados na construção civil. Unidas entre si formam uma mega-instalação flutuante e ondulante, atractiva,  pedagógica, capaz de provocar olhares desencontrados. No próximo dia 8 de Junho, Dia Mundial dos Oceanos, estará fundeada no rio Minho e por lá ficará 24 horas sob 24 horas, dia e noite, para lembrar ao visitante a poluição nos rios, mares, oceanos.

Há muito que o Ambiente é uma bandeira agitada em todo o Mundo, sucedem-se as cimeiras com chefes de Estado e dos Governos, discussões intermináveis sobre as alterações no clima e suas consequências na vida das pessoas. O tema está na ordem do dia e ganha cada vez mais adeptos.

oceanos

 “O  Planeta está estragado”, avisava há tempos, António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas. Segundo um estudo publicado em Outubro do ano passado, pela revista “Frontiers in Marine Science”, existem cerca de 14 milhões de toneladas de microplásticos no fundo dos mares. Não é uma ficção, antes uma trágica realidade.

A obra recebeu um título provocatório: “Ilhas de Plástico” e à primeira vista, poderá ser paradoxal a utilização de plásticos, logo agentes poluidores numa obra visual gigante onde está subjacente a defesa de princípios e causas nobres, como a ecologia, meio ambiente, preservação da Natureza. O criador afasta a criatura e a leitura redutora: “A vocação expressiva dos agentes poluidores também podem servir para chamar a atenção dos efeitos nocivos dos plásticos. Pode parecer uma contradição, mas é só aparente. A arte é um sortilégio”, diz.

Contra ventos e marés

Acácio Carvalho, artista plástico, escultor, gráfico, designer, chamou-lhe “Ilhas de Plástico” e a sua enorme instalação “site-specific”composta por 24 calotas, cada uma com 4 metros de diâmetro (num total de 430 metros quadrados) foi uma empreitada feita em cima do arame, isto é, concebida com reduzidos meios humanos, logísticos, materiais, sem grandes apoios financeiros.

plástico

Mega-instalação ficará fundeada no rio Minho e será inaugurada no Dia Mundial dos Oceanos. Fotografía con Direitos reservados

O costume quando o Poder não entende, ou mostra-se incapaz de avaliar a Arte como instrumento de conhecimento, aprendizagem, cultura. Em contrapartida, valeu o espírito de entreajuda de alguns amigos (as) a carolice, o improviso e, sobretudo,  empenho do autor em ver o sonho cumprido.

E assim foi. Contra ventos e marés, durante vários meses – a empreitada começou no Verão passado e terminou há poucos dias –  quer tivesse sol, frio, chuva ou vento, o  rtista só baixou os braços quando a obra terminou. “Existiu muita falta de empenho humano e financeiro. Tivemos um orçamento muito baixo, cerca de 10 mil euros e uma reduzida equipa. 

Fotografías e vídeo con Direitos reservados

 Se não fossem os amigos e a residência artística formada por Lúcia Nunes e Daniela de  Carvalho, não sei como seria possível ter terminado a mega instalação”, contou o autor desta enorme jangada flutuante, artista  com assinatura reconhecida e premiada, presença habitual na Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira desde o seu início, em 1978, ainda os pintores desenhavam poesias de Abril e a “capital das artes” abria as portas à utopia.

Biodiversidade na Natureza
“A instalação também foi uma forma de chamar a atenção da população, das escolas e os visitantes, tanto portugueses como da vizinha Galiza, para as toneladas de plástico que, por incúria do Homem são abandonados no meio ambiente colocando em risco a sobrevivência dos ecossistemas. Veja-se o que está a acontecer com a destruição dos habitats marinhos e o importante papel da biodiversidade na Natureza. Todos nós ainda temos presentes as chocantes imagens de baleias com plásticos no estômago. É aterrador o que está acontecer. A instalação é mais um grito de alarme e alerta das consciências”, reconheceu o escultor.
Como se referiu anteriormente, as 24 calotas que fazem parte das Ilhas de Plástico, estão concluídas, as experiências de flutuabilidade foram concluídas com êxito e, por estes dias,  ultimam-se os preparativos para o seu transporte até às margens do rio Minho, colocação dos suportes/base de sustentação e instalação de um sistema de iluminação/sinalização deste monumental escultura de arte efémera. A iniciativa faz parte integrante do projecto “LowPlast – A Arte de Reduzir o Plástico” e foi realizado em parceria pelo AquaMuseu do rio Minho, Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fundação Bienal de Arte Cerveira, Associação Portuguesa do Lixo Marinho e o Instituto Interdisciplinar de Artes – DTK.

Por último, resta acrescentar que o local da instalação, nas margens do rio Minho, perto do núcleo histórico de Vila Nova de Cerveira, teve por objectivo não só extravasar a Arte dos locais habitualmente utilizados (galerias, por exemplo) como proporcionar o saudável confronto com a Natureza e atrair outros olhares do público, sobretudo, da vizinha Galiza. Com mais esta mega-instalação a Vila das Artes continuará o projecto de dinamização cultural e melhor conhecimento da sua geografia e paisagem, mas também da sua monumentalidade, gastronomia e cultura.

ilhas

Fotografía con Direitos reservados

Manuel Vitorino

Manuel Vitorino

Jornalista

Nasceu no Porto (Portugal). Estudou História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e possui a Pós-Graduação em Direito da Comunicação, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Escreveu durante anos sobre cinema no jornal «O Primeiro de Janeiro» e depois, trabalhou quase 25 anos, no Jornal de Notícias. Depois da cidade, gosta do Futebol Clube do Porto,  mas também de caminhadas (adora o vale do rio Bestança, no Norte do País) e viajar pelo Mundo.
A Galiza é uma região onde gosta sempre de voltar e a Itália o seu destino de eleição. Adora Arte, música clássica, mas também música popular, cinema e ópera, museus, cidades com património. E escrever sobre as cidades, as suas gentes, gastronomia, culturas e tradições.

Uma viagem singular e solitária

máis artigos

Actividades do 14 ao 20 de xuño 2021

Do 7 ao 13 de Xuño

Actividades do 31 de maio ao 6 de xuño

Do 24 ao 30 de Maio 2021

Do 17 ao 23 de maio 2021

Do 10 ao 16 de maio 2021

♥♥♥ síguenos ♥♥♥

“VERSOS DE ACERO” por Juan José Guirado

“VERSOS DE ACERO” por Juan José Guirado

“VERSOS DE ACERO”

Este libro foi publicado en 1915. A primeira guerra mundial comezaba apenas con todo o seu espanto, sorprendendo a quen cría, como moitos agora mesmo, que o temor de todos á súa propia destrución faríaa imposible. Como na segunda, o cálculo insensato dos que esperaban unha rápida vitoria conduciu ao desastre. Prolongouse durante anos, e aínda faltaba o peor.

Deu o libro ao meu pai o autor durante outra guerra que se prolongaba, outra vez, máis do que previra quen a iniciase. Agasallo dun mariño vello a outro máis novo. Mariños de guerra que non amaban a guerra.

Deste raro libriño publiquei xa en esencial o menos tres poemas, LUZ EN TINIEBLAS, BENEDICTO XV e máis LAS ARENGAS. O mercadeo con vidas humanas que estamos a presenciar agora mesmo faime lembrar este soneto que ten máis dun século. A realpolitik non é nada novo:

LIQUIDACIÓN POR TRASPASO

«En Sofía no han satisfecho las ofertas de Bucarest; pero Bulgaria sigue negociando con ambos bandos beligerantes, para salvaguardar los intereses nacionales…»

«La opinión helena sigue siendo favorable al cuádruple acuerdo; mas en Atenas solo se permite hablar de una neutralidad benévola…»

«Rumanía está en espíritu con los aliados, mas no hay que olvidar que rige sus destinos un Hohenzollern…»

Una neutralidad en muy buen uso

se ofrece, a quien mejor quiera estimarla;

una prenda, que es… ¡sin alabarla!,

más confortable que un capote ruso.

Quien tal ganga no logra es un iluso,

porque ni en la mitad han de pagarla;

pasen pues, los señores a pujarla

sobre la tasa que un perito puso….

─¿Cuánto ha dicho el señor?… ¡Son pocas liras!

¿Usted, diez marcos?… Ya dan más dineros…

¿Trece francos no más?… ¡Qué disparate!;

¡No la pagan ustedes ni hecha tiras!

Pero, en fin: véanla los caballeros

y… después seguiremos el remate

Vexamos estes casos de agora mesmo. Un Trump desafiuzado, facendo súa a frase «para o que me queda no convento…», quixo marchar facendo todo o dano que aínda lle era posible.

O seu recoñecemento de Xerusalén como capital de Israel dera alas a Netanyahu, que considera ter barra libre para acentuar a súa eterna limpeza étnica.

Este corrupto personaxe, acosado polos tribunais do seu país, quere galvanizar os “patriotas” á conta dos palestinos, e lanza un ataque xenocida contra Gaza, tras insólitas provocacións, que por certo non mereceron moita atención dos nosos medios.

Na mesma liña, unha das últimas decisións do expresidente norteamericano recoñece, contra todo dereito, a soberanía marroquí sobre o Sáhara. A que, noutro chalaneo mercantil e de oportunismo político, o último goberno de Franco (ou o primeiro do rei emérito, segundo se queira ver) regalou ao avó do actual ditador de Rabat.

O monarca alauí, como por outras razóns Netanyahu, acosado ao tempo pola desastrosa situación do seu país, acentuada pola pandemia, e as novas tensións no Sáhara, desvía a atención coa criminal acción de Ceuta, á vez que incendia aos seus “patriotas” contra España e Europa.

En ambos os casos, a infamia das condutas non se corresponde coas conciliadoras respostas dos gobernos, e o noso en particular, atado desde logo pola herdanza recibida dos anteriores. Obedecen, máis que a razóns de ética política, a un mercadeo bochornoso.

Mercadeo que se perde na noite dos tempos, pero para analizar o caso que liga os sucesos de Ceuta cos simultáneos de Gaza, bastará remontarse ao momento en que Franco condicionou a soberanía do noso país a cambio do seu propio recoñecemento internacional. A partir de entón hai en España, aínda que se obvie o termo, ocupación militar por parte dos Estados Unidos.

O que era un acordo bilateral remachouno o efémero goberno de Calvo Sotelo coa entrada na OTAN, organización da que, que eu saiba, ninguén puido saír. Logo consolidouna o goberno de Felipe González, con aquel xiro copernicano e rapidísimo que logrou dar a volta ao famoso referendo.

Atados e ben atados aos intereses da gran potencia, a nosa política exterior ten o voo curto.

Nos incertos momentos que antecederon e sucederon á morte de Franco, a escura manobra que culminou coa Marcha Verde e regalou o Sáhara a Marrocos selou unha alianza de intereses comerciais, públicos e privados, entre a nosa renacente monarquía e a de Marrocos.

Durante a nosa ditadura, a soa presenza dun movemento independentista e unha loita armada no Sáhara era un segredo de Estado tan ben gardado que só morto o ditador soubemos da existencia do Polisario. Para os testamentarios, a venda daquela “provincia”, cos seus cidadáns españois, aínda que quixesen entón deixar de selo, e cos seus fosfatos de Bucraa, foi un bo negocio e unha boa oportunidade para zafarse dunha guerra colonial.

(Para que se entenda a enormidade do caso, poñerei un exemplo imaxinario, con todas as diferenzas que conleva, e que é só un símil meridianamente irreal. Supoñamos que Cataluña e Euskadi, tras alcanzar unha amplísima maioría o independentismo, manteñen unha guerra pola súa independencia. Francia cobiza saltar os Pireneos, e ofrece quedar con estes territorios, os máis prósperos da Península. Entón ambos os gobernos chegan a un acordo: quedar co territorio, a poboación e o problema e a cambio os nosos capitalistas farán bos negocios…

Sería isto en todo imposible? Non exactamente así, pero bastaría que, como no caso iugoslavo, España fose un “país díscolo” a destruír. Exemplos secesionistas fomentados polas potencias non faltan na historia, antiga ou recente. Aos independentistas de aquí deberían facerllo mirar.)

Aquel asunto tan mal liquidado foi sempre unha dor de cabeza para os sucesivos gobernos, oscilantes entre un vergonzante acatamento da legalidade internacional, unha chambonada comercial e unha submisión político-militar.

Brahim Ghali naceu na “provincia” en 1949, cando aínda era colonia, e desde os sete anos ata os vinte e seis foi cidadán español de pleno dereito. Como tal, serviu no noso exército, e aproveitou a súa experiencia militar para iniciar, en 1973, a loita armada pola independencia do seu país.

Da vergonzosa situación en que se atopa atrapado este goberno (unha máis, porque é literalmente unha praza asediada) é mostra a vergoñante maneira de atender ao agora presidente saharauí nun hospital español. Por unha banda, negarlle a asistencia sería, ademais dunha canallada, un desprestixio absoluto para a potencia responsable, aínda, da sempre irresolta cuestión da soberanía. Pero o medo á presión marroquí quixo resolver esta atención sanitaria de forma clandestina.

Claro que a man da espionaxe (norteamericana, marroquí, israelí…?) e o seu enorme poder corruptor destapou esta manobra e non puido evitar o que torpemente se quería eludir. Noutra orde de cousas, actitudes tan submisas lémbranme o paso por Barajas da vicepresidenta de Venezuela, ou o recoñecemento de Guaidó.

Tamén a xudicialización dun caso de hai máis de trinta anos, da man de “disidentes saharauís” que non é fácil saber se foron vítimas ou axentes marroquís, nunha situación de guerra, complica a situación. Así, ao ancián loitador cítao agora como imputado un tribunal español. E está literalmente nas súas mans.

Como se resolverá este caso tan enlodado? Téñeno difícil os gobernos, e son case todos, que substitúen a valentía polo cálculo político. E tamén os que non o fan.

Fronteira en Ceuta

Gaza

O xogador de billar busca a carambola. A carambola política, buscada ou non, reúne nun mesmo punto pezas que, tras seguir traxectorias diferentes, coinciden no tempo. A onda migratoria ceutí e o criminal ataque a Gaza son a carambola dunha acometida lanzada polo anterior presidente norteamericano e que temo que o actual non reverta. Antes ao contrario, manteraa, aínda que quede aliviado por non propinala el.

A estratexia dos Estados Unidos ten, en ambos os extremos do Mediterráneo, dous aliados firmes. Agora quéreos converter en amigos, e a cambio regala a cada un soberanías que manexa coma se fosen súas.

Pouco importan as vidas. As persoas son mercadorías, e como tales teñen un valor de uso e outro de cambio.

Juanjosé Guirado

Juanjosé Guirado

Arquitecto

Juan José Guirado Fernández, sevillano de nacemento (Écija 1946) e pontevedrés de adopción, tras rematar os seus estudos de arquitectura desenvolveu a maior parte do seu traballo como arquitecto en Pontevedra, traballo que, por circunstancias da vida, foi abandonando para dedicarse ao ensino, comezando por unha substitución no IES Concepción Arenal de Ferrol e aprobando posteriormente as oposicións a profesor de debuxo, profesión que exerceu en Pontevedra durante sete anos, seis deles no IES Valle Inclán.
Despois de rematar a súa tese doutoral, acabou na Escola de Enxeñería Industrial de Vigo, no Departamento de Deseño, no que traballou ata a súa xubilación hai agora sete anos. Ao longo dese tempo participou en diversos congresos e cursos dentro e fóra de España e realizou estudos sobre xeografía, historia, antropoloxía, filoloxía e literatura.
Desde hai dez anos escribe puntualmente no seu blog esencial o menos sobre estas e outras materias. Ademais da súa tese é autor de tres libros sobre xeometría e deseño.

Sobre os alugueres

máis artigos

Actividades do 14 ao 20 de xuño 2021

Do 7 ao 13 de Xuño

Actividades do 31 de maio ao 6 de xuño

Do 24 ao 30 de Maio 2021

Do 17 ao 23 de maio 2021

Do 10 ao 16 de maio 2021

♥♥♥ síguenos ♥♥♥

Lección 3 de portugués: Annabel lee por Anxo González Guerra

Lección 3 de portugués: Annabel lee por Anxo González Guerra

Nesta ocasión Anxo González Guerra, o noso mestre famoso en Luar, pon a proba a nosa competencia lingüística na nosa lingua irmá, centrándose na nosa capacidade ou destreza para comprender un texto en portugués, para o cal vai usar como instrumento da devandita comprobación nada máis e nada menos que a versión que Fernando Pessoa fixo do poema de Edgar Allan Poe Annabel lee.

Se no video anterior  Anxo falounos das viaxes que con tanta frecuencia realizabamos os galegos en tempos mellores a Portugal (e que agardamos poder seguir realizando sen moita demora) para amosarnos o vocabulario máis común que ten que ver con esta actividade, como os medios de transporte usados para o desprazamento, agora tocou o turno de poñernos as pilas e abrir as orellas para entender o que di ese poema de Allan Poe, Annabel lee.

Ben, isto e algunhas cousiñas máis, adobiadas polo bo facer na transmisión de coñecementos que caracteriza o noso prezado colaborador, pero para iso tedes que ver o vídeo, merece  ben a pena.

Grazas, Anxo, coma sempre. Sabemos que nos tes moitas sorpresas preparadas, agardamos impacientes.

Agardamos que vos guste.

Anxo González Guerra

Anxo González Guerra

Profesor de Galego

Son Anxo González Guerra. Crieme entre Trasar de Carballo e a Cervela, lugares da montaña luguesa. No Seminario tiven de profesor ao mestre das etimoloxías Nicandro Ares, no Instituto a Alonso Montero, no Colexio Universitario a Anxo Tarrío e na Facultade de Filoloxía a Carvalho Calero. Terán algo que ver en que sexa un dos integrantes da 1ª promoción de Galego-Portugués?

De xaneiro de 1980 a abril de 2015 fun profesor de Lingua Galega e Literatura no IES Sánchez Cantón onde tiven alumnos e alumnas marabillosos. Desde 2005 Vitoria Ogando e mais eu fomos poñendo materiais na Internet: ogalego.eu. E seguimos de xubilados.

Alá na miña terra da infancia aos xubilados dáselles por traballar unha ribeira ou un morteiro. A min dáseme por cousas de lingua e literatura, alí onde queiran escoitarme. A cabeza non para, non convén estar ocioso.

Viaxar a Portugal

máis artigos

Actividades do 14 ao 20 de xuño 2021

Do 7 ao 13 de Xuño

Actividades do 31 de maio ao 6 de xuño

Do 24 ao 30 de Maio 2021

Do 17 ao 23 de maio 2021

Do 10 ao 16 de maio 2021

♥♥♥ síguenos ♥♥♥

«Otro yo» por Isabel García Uría

«Otro yo» por Isabel García Uría

por Isabel García Uría 

Hay en mí alguien que me observa

alguien escondido en la nebulosa de mis pensamientos

que me controla de manera despiadada

y constantemente me recuerda

que la vida es lo que hice, lo que hago, lo que dejé de hacer

imparable sucesión de instantes

que corren veloces hacia otro sol

hacia otro lugar

en otro tiempo.

                        Isabel García Uría

Isabel García Uría

Isabel García Uría

Profesora

Mª Isabel García Uría naceu en Bilbao e pasou a súa infancia en Asturias. Cando era adolescente a familia trasladouse a Vigo e alí estudou o bacharelato e a carreira de música no Conservatorio Elemental e posteriormente no Real Conservatorio Superior de Música de Madrid. É licenciada en Filoloxía Románica pola Universidade de Santiago de Compostela onde tamén realizou os cursos de doutoramento. Traballou como profesora en varios institutos de Galicia ata que obtivo destino definitivo en Pontevedra, cidade na que actualmente reside. Tamén impartiu clases na UNED. A súa gran afección desde nena foi escribir e recitar poesía. Ten publicados dous libros: Pingas de Luz e A Realidade Extraviada, ademais de varios poemas en antoloxías e revistas. Foi unha das organizadoras do XIII Encontro de Poetas na Rede que se realizou no Palacio da Deputación de Pontevedra no ano 2015. Colabora habitualmente co Brumario Poético que organiza cada ano a Fundación Cuña- Casasbellas. Edicións Casiopea seleccionoulle un microrrelato, titulado Unha Emoción Inexplicable, para publicalo no VII Premio Internacional de Mujeres Viajeras. Un dos seus haikus está no Muro dos Poetas de Vigo. Varios poemas seus foron traducidos ao árabe e publicados na Letra Nazarí, cadernos que edita a Embaixada Española en Marrocos. Na actualidade ten inédito un libro de poemas que espera que pronto poida ver a luz.

Momentos extraños En la distancia  Eterno camino

máis artigos

Actividades do 14 ao 20 de xuño 2021

Do 7 ao 13 de Xuño

Actividades do 31 de maio ao 6 de xuño

Do 24 ao 30 de Maio 2021

Do 17 ao 23 de maio 2021

Do 10 ao 16 de maio 2021

♥♥♥ síguenos ♥♥♥

Queridos reis magos de Argallada teatro

Queridos reis magos de Argallada teatro

Por suposto que imos reservarlle un espazo destacado ao teatro, non teriamos perdón de non facelo, non só porque é unha parte moi destacada da nosa cultura, senón tamén pola nosa relación con ese mundo ao ser moitos de nós membros do grupo de teatro amador Argallada.

Falaremos de teatro, propostas, obras en escena, obras xa convertidas en clásicos, etc. e, como non, falaremos do noso, das obras que fixemos nós ao longo de quince anos.

Ídesnos permitir, aínda que poida parecer inmodesto ou fachendoso, comezar polo que mellor coñecemos, por Argallada. 

O Grupo Argallada  é un grupo de teatro amador formado por profesores e exprofesores do IES Valle Inclán de Pontevedra. Ben é certo que cada vez somos máis os ex, así, todos os membros deste blog, a excepción do noso querido compañeiro Pepe, pertencemos ao grupo, ademais case todos estamos nel desde o seu nacemento, que se remonta ao curso 2005-06.

Foi no seo do Equipo de Normalización Lingüística onde xurdiu a idea. A participación de docentes de distintas materias nunha actividade cultural que trataba de potenciar o uso do galego e o intento de facilitar unha aproximación do noso alumnado ao feito teatral como algo cercano e recoñecible, didáctico e divertido, constituíron  os argumentos que  nos  animaron a  tomar a decisión.

En fin, se somos sinceros, tamén había pola nosa parte unha vocación faranduleira nada desdeñábel.

Desde entón representamos cada final de curso unha obra de teatro, con predominio absoluto da comedia, de autoría propia e allea e dirixida ao noso alumnado, pero tamén ao todos os que quixeron achegarse ao Teatro Principal, aínda que chegamos mesmo a actuar en Santiago, Caldas, Cuntis, O Carballiño, Vilagarcía, A Estrada, Ribadumia… e en varias freguesías pontevedras, como Campañó, Mourente, Marcón, etc. Falo en pasado porque neste maio-xuño do 2020, debido á brusca incursión da pandemia nas nosas vidas, non o puidemos levar a cabo e por primeira vez interrompeuse sine die a posta en escena da nova montaxe que xa estabamos preparando.

Foron dez obras distintas as que representamos ao longo destes quince anos, algo que non poderiamos ter feito sen a axuda inestimáble de Manuel Solla, profesor de teatro do grupo de alumnado do instituto e á vez actor e director de teatro, que nos aconsellou, nos ensinou e foi o responsable da montaxe da luz e do son da maioría das obras.

Con subtítulos

Queridos Reis Magos foi unha tradución e adaptación ao galego, realizada polo Grupo Argallada, da peza Criaturas do grupo catalán T de teatre.

Esta escena que seleccionamos foi unha das máis aplaudidas, pero a obra estaba estruturada en oito máis: NeonatosVida de naiCarta dubidosaPor que? 1Carta da bicicleta,  Por que? 2,  Quero ser maiorOver the Rainbow

Recomendación: se non tivestes ocasión de vela no seu día merece a pena visualizala toda, seguro que non vos arrepentiredes da decisión.

Representouse no ano 2016 no Teatro Principal de Pontevedra con grande afluencia de público, como soía ser habitual nas nosas montaxes, ao contar co noso alumnado incondicional e moitos dos compañeiros, familiares, amigos, etc.

máis artigos

Actividades do 14 ao 20 de xuño 2021

Do 7 ao 13 de Xuño

Actividades do 31 de maio ao 6 de xuño

Do 24 ao 30 de Maio 2021

Do 17 ao 23 de maio 2021

Do 10 ao 16 de maio 2021

♥♥♥ síguenos ♥♥♥

Español