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“Ilhas de Plástico” no rio Minho por Manuel Vitorino

“Ilhas de Plástico” no rio Minho por Manuel Vitorino

"Ilhas de plástico" no rio Minho

Manuel Vitorino

Se um dia tem 24 horas e durante 24 horas, o Homem encarrega-se de ir destruindo o Planeta e os Oceanos (melhor; a cada minuto e segundo…) o artista idealizou como metáfora do tempo, um conjunto de 24 esculturas esféricas de grande dimensão forradas com materiais de plástico, garrafas de água, tubos de diferentes cores e feitios idênticos aos utilizados na construção civil. Unidas entre si formam uma mega-instalação flutuante e ondulante, atractiva,  pedagógica, capaz de provocar olhares desencontrados. No próximo dia 8 de Junho, Dia Mundial dos Oceanos, estará fundeada no rio Minho e por lá ficará 24 horas sob 24 horas, dia e noite, para lembrar ao visitante a poluição nos rios, mares, oceanos.

Há muito que o Ambiente é uma bandeira agitada em todo o Mundo, sucedem-se as cimeiras com chefes de Estado e dos Governos, discussões intermináveis sobre as alterações no clima e suas consequências na vida das pessoas. O tema está na ordem do dia e ganha cada vez mais adeptos.

oceanos

 “O  Planeta está estragado”, avisava há tempos, António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas. Segundo um estudo publicado em Outubro do ano passado, pela revista “Frontiers in Marine Science”, existem cerca de 14 milhões de toneladas de microplásticos no fundo dos mares. Não é uma ficção, antes uma trágica realidade.

A obra recebeu um título provocatório: “Ilhas de Plástico” e à primeira vista, poderá ser paradoxal a utilização de plásticos, logo agentes poluidores numa obra visual gigante onde está subjacente a defesa de princípios e causas nobres, como a ecologia, meio ambiente, preservação da Natureza. O criador afasta a criatura e a leitura redutora: “A vocação expressiva dos agentes poluidores também podem servir para chamar a atenção dos efeitos nocivos dos plásticos. Pode parecer uma contradição, mas é só aparente. A arte é um sortilégio”, diz.

Contra ventos e marés

Acácio Carvalho, artista plástico, escultor, gráfico, designer, chamou-lhe “Ilhas de Plástico” e a sua enorme instalação “site-specific”composta por 24 calotas, cada uma com 4 metros de diâmetro (num total de 430 metros quadrados) foi uma empreitada feita em cima do arame, isto é, concebida com reduzidos meios humanos, logísticos, materiais, sem grandes apoios financeiros.

plástico

Mega-instalação ficará fundeada no rio Minho e será inaugurada no Dia Mundial dos Oceanos. Fotografía con Direitos reservados

O costume quando o Poder não entende, ou mostra-se incapaz de avaliar a Arte como instrumento de conhecimento, aprendizagem, cultura. Em contrapartida, valeu o espírito de entreajuda de alguns amigos (as) a carolice, o improviso e, sobretudo,  empenho do autor em ver o sonho cumprido.

E assim foi. Contra ventos e marés, durante vários meses – a empreitada começou no Verão passado e terminou há poucos dias –  quer tivesse sol, frio, chuva ou vento, o  rtista só baixou os braços quando a obra terminou. “Existiu muita falta de empenho humano e financeiro. Tivemos um orçamento muito baixo, cerca de 10 mil euros e uma reduzida equipa. 

Fotografías e vídeo con Direitos reservados

 Se não fossem os amigos e a residência artística formada por Lúcia Nunes e Daniela de  Carvalho, não sei como seria possível ter terminado a mega instalação”, contou o autor desta enorme jangada flutuante, artista  com assinatura reconhecida e premiada, presença habitual na Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira desde o seu início, em 1978, ainda os pintores desenhavam poesias de Abril e a “capital das artes” abria as portas à utopia.

Biodiversidade na Natureza
“A instalação também foi uma forma de chamar a atenção da população, das escolas e os visitantes, tanto portugueses como da vizinha Galiza, para as toneladas de plástico que, por incúria do Homem são abandonados no meio ambiente colocando em risco a sobrevivência dos ecossistemas. Veja-se o que está a acontecer com a destruição dos habitats marinhos e o importante papel da biodiversidade na Natureza. Todos nós ainda temos presentes as chocantes imagens de baleias com plásticos no estômago. É aterrador o que está acontecer. A instalação é mais um grito de alarme e alerta das consciências”, reconheceu o escultor.
Como se referiu anteriormente, as 24 calotas que fazem parte das Ilhas de Plástico, estão concluídas, as experiências de flutuabilidade foram concluídas com êxito e, por estes dias,  ultimam-se os preparativos para o seu transporte até às margens do rio Minho, colocação dos suportes/base de sustentação e instalação de um sistema de iluminação/sinalização deste monumental escultura de arte efémera. A iniciativa faz parte integrante do projecto “LowPlast – A Arte de Reduzir o Plástico” e foi realizado em parceria pelo AquaMuseu do rio Minho, Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fundação Bienal de Arte Cerveira, Associação Portuguesa do Lixo Marinho e o Instituto Interdisciplinar de Artes – DTK.

Por último, resta acrescentar que o local da instalação, nas margens do rio Minho, perto do núcleo histórico de Vila Nova de Cerveira, teve por objectivo não só extravasar a Arte dos locais habitualmente utilizados (galerias, por exemplo) como proporcionar o saudável confronto com a Natureza e atrair outros olhares do público, sobretudo, da vizinha Galiza. Com mais esta mega-instalação a Vila das Artes continuará o projecto de dinamização cultural e melhor conhecimento da sua geografia e paisagem, mas também da sua monumentalidade, gastronomia e cultura.

ilhas

Fotografía con Direitos reservados

Manuel Vitorino

Manuel Vitorino

Jornalista

Nasceu no Porto (Portugal). Estudou História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e possui a Pós-Graduação em Direito da Comunicação, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Escreveu durante anos sobre cinema no jornal «O Primeiro de Janeiro» e depois, trabalhou quase 25 anos, no Jornal de Notícias. Depois da cidade, gosta do Futebol Clube do Porto,  mas também de caminhadas (adora o vale do rio Bestança, no Norte do País) e viajar pelo Mundo.
A Galiza é uma região onde gosta sempre de voltar e a Itália o seu destino de eleição. Adora Arte, música clássica, mas também música popular, cinema e ópera, museus, cidades com património. E escrever sobre as cidades, as suas gentes, gastronomia, culturas e tradições.

Uma viagem singular e solitária

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Cuaderna maestra Mª José Lois «Os Teares» por Ana Santos

Cuaderna maestra Mª José Lois «Os Teares» por Ana Santos

Cuaderna Maestra

Mª José Lois

M.ª José Lois naceu hai 62 anos en Santiago. Lembra dende sempre o seu amor á costura, pero non porque o vira na casa. Ela ía coa veciña do 4º aprender calceta e coa do 3º, ganchillo. Tiña 12 anos daquela e xa fixo xerseis para todos os seus irmáns. Aos 21, xa casada, en Boborás (Carballiño) coñeceu por medio dunha amiga de Madrid que tecía, os teares.

Solicitou unha bolsa de artesanía que ofertaba a Xunta de Galicia e concedéronlla, e estivo aprendendo durante un ano. O seu primeiro tear fíxollo o seu marido e o seu primeiro labor foi un mostrario de puntos que aínda conserva e que é o primeiro que lle manda facer aos seus alumnos xa que aí se aprende moito.

teares
libro

Adicouse a percorrer os lugares da xeografía galega onde había teares e, o máis importante, a coñecer as mulleres que sabían tecer. O que con elas aprendeu quixo plasmalo primeiro nun libro en galego e agora noutro en castelán que son unha memoria etnográfica da arte de tecer. Pola mañá daba clases, desprazábase coa súa furgoneta, e pola tarde visitaba as aldeas onde sabía que había xente que tecía.

stand
tear

Na súa tenda obradoiro podemos ver que hai xente de todas as idades. A xente de +60 decántase máis polo ganchillo e a calceta e fan grupos e socializan. Os máis novos veñen a aprender no tear e a “horquilla”, veñen moitos estudantes de deseño e, malia ter 22 teares, ten lista de espera porque hai que saber que cada tear é para unha única persoa e non se pode compartir, por iso o prezo das clases é mais elevado que facer outros labores.

Chámanme a atención uns teares pequenos, fíxoos o seu marido porque xa non había sitio para os outros, o prezo é sobre 600 euros.

No seu obradoiro de Pontecaldelas ten 5 teares máis

No 2002 a súa peza Chal Oro obtivo o primeiro premio na modalidade contemporánea da IV edición dos Premios de Artesanía Antonio Fraguas da Diputación da Coruña. Tamén é coautora do libro Tejeduría tradicional en Galicia. El telar y la técnica da Editorial Canela

Que mellor que ver estes vídeos para saber un pouquiño máis deste local situado na rúa da Cruz vermella 15 e coñecer a Mª José Lois, sempre disposta a falar dunha materia que ela domina, os teares.

Convidámosvos a visitar a súa páxina Web 

Ana Santos Solla

Ana Santos Solla

Profesora de Educación Física

Son Ana Santos, nacín en Pontevedra no ano 1960, a miña infancia estivo moi ligada a Santa María de Xeve, a terra da miña nai, son a terceira de 8 irmáns, a maior das mozas, a máis vella como me dicían de pequena. Sempre me gustou o deporte e estudei INEF en Madrid, estiven 34 anos no IES Valle Inclán impartindo Educación Física alí foi onde coñecín ao resto dos meus compañeiros que agora me acompañan neste proxecto. Decidín xubilarme para dar un novo rumbo á miña vida e levar a cabo este tipo de iniciativas como @devellabella ue pretende que o envellecemento activo convértase en embelecemento persoal e poder achegar a miña experiencia nesta etapa da vida.

Nós os maiores aínda temos moita guerra que dar, espero que este blogue motívevos a querer colaborar connosco.

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Que pasa cos fondos Next Generation? por Benito Andrade

Que pasa cos fondos Next Generation? por Benito Andrade

Que pasa cos fondos Next Generation?

A pandemia provocada polo virus COVID19 non só deu lugar a serios problemas de saúde, tamén a unha grave crise económica consecuencia da diminución da actividade por causa dos necesarios illamentos e reducións de mobilidade. Para paliar estes danos económicos, dentro dos fondos comunitarios para os próximos anos inclúese un paquete de 750 millóns de euros destinados á recuperación económica tras a crise provocada pola COVID-19, son os fondos Next Generation EU. Destes fondos, España obterá 140.000 millóns dos que 72.000 serán entregados a fondo perdido, é dicir a través de subvencións e o resto en forma de créditos con baixo interese

Nun principio parece que este fabuloso colchón económico vai salvarnos da debacle económica permitindo incluso que saiamos reforzados da pandemia. Pero, sexamos prudentes, que pode ocorrer cando hai moito, moitísimo, diñeiro a punto de poñerse en circulación? Acho que é evidente, que aparecerá moita xente disposta a morder un anaco o máis grande posible deste pastel. 

Que hai que presentar un proxecto para poder optar a estes fondos?, pois preséntase. Do que estamos a falar e de elaborar proxectos que non teñen como obxectivo primeiro producir unha determinada manufactura, tecnoloxía ou enerxía, non, son proxectos que teñen o obxectivo fundamental e motivador de apañar cartos.

Pensaremos, que os apañen, e que lles senten ben, a min que me importa. Sempre hai “listos” que quedan co público e  á parte de quedar co que é de todos non fan dano a ninguén e algún beneficio achegarán, crearán algún posto de traballo e repartirán algo do que obteñan. Pero hai algo moi sospeitoso e é que todo se está a xestionar cun total escurantismo, sen participación da sociedade civil, os gobernos están a repartir os cartos sen que ninguén saiba como nin entre quen, e esta opacidade fai pensar que algo que se oculta é posiblemente porque ou ben o reparto é arbitrario, ou non está ben planificado, ou mesmo pode ser nalgunha medida prexudicial, ou un pouco de todo. A Xunta xa elaborou e segue a elaborar a lexislación necesaria para que as empresas poidan facerse cos fondos, dende a lei de “Depredación”ata a lei de simplificación administrativa pasando pola lei de recuperación de terreos agrícolas.

Hai algúns detalles do pouco coñecido que levan a pensar que non todo vai ser inocuo, tamén haberá e xa está a haber danos. Por exemplo, segundo o reparto que pensa facer Feijóo destes cartos, o 36% das iniciativas galegas, 126 proxectos en total, pertencen a unha área que denomina “da economía circular e a transición enerxética”.

Aquí entran algúns dos proxectos “macro” da Xunta e do Goberno como é a produción de hidróxeno “verde”, existindo cando menos dous proxectos a instalar nas Pontes de García Rodríguez, nun principio para paliar a perda de postos de traballo asociada ao peche da central térmica.

Dous proxectos, o da Xunta para os seus amigos predilectos do Grupo Tojeiro cun número de parques eólicos descoñecido e o do Goberno, de Endesa, que leva asociada á construción de 6 parques eólicos na zona o que require 738 millóns de euros de inversión. En definitiva, sen entrar a valorar a necesidade e oportunidade e a tecnoloxía de produción de hidróxeno, atopámonos con que un elevado número de aeroxeneradores (só Endesa vai producir 611MW) van afectar de forma dramática á paisaxe, á biodiversidade e aos recursos naturais do norte da provincia da Coruña.

Pero non son estes os únicos proxectos de produción de electricidade de orixe eólica, existen uns 60 proxectos novos en tramitación para acaparar fondos Next Generation, con novos aeroxeneradores de ata 200 metros de altura e que invadirán todo o territorio galego. Ocuparán montañas e serras, espazos e paisaxes protexidas legalmente, construiranse quilómetros e quilómetros de liñas de alta tensión para evacuar esta electricidade, convertendo Galicia nun territorio excedentario en produción eléctrica e mantendo un consumismo insostible con prezos da enerxía crecentes.

Outra idea emblemática de Feijóo é o proxecto da fábrica de téxtil, outro exemplo, que necesitará de grandes cantidades de celulosa, o que fará que nos nosos montes sigan a aumentar as superficies de plantación de eucalipto, das que xa hai entorno ás 600.000Has. coa proliferación dos lumes forestais e destrución de solos que acompaña a esta especie.

Outra das “cadeas de valor” é a da dixitalización que supón o 16% das iniciativas propostas pola Xunta. Contribuirá a dixitalización á produción sostible de bens naturais ou industriais? Dende logo os produtores de alimentos temen que o control dos datos polos grandes compradores forzarán a unha maior industrialización no terreo da agricultura e da gandería, por exemplo; un comprador dunha cadea de alimentación pode ter información precisa do estado da colleita dun produto e forzar a baixada dos prezos e isto é pouco compatible cun modelo que conserve solos fértiles e biodiversidade. En definitiva a dixitalización financiada con fondos Next Generation vai reforzar aínda máis o dominio das grandes corporacións sobre o noso sistema alimentario.

Benito Andrade González

Benito Andrade González

Profesor de Bioloxía

Son Benito Andrade, nacín en Salcedo, moi cerca de Pontevedra, no 59.

Cando terminei o bacharelato tiña decidido estudar Filoloxía Hispánica pero no último momento matriculeime en Bioloxía, coa ilusión de poder estudar o medio mariño.

Pero non, non era ese o meu camiño, acabei dando clases de Bioloxía en varios centros de Galicia, o último o IES Valle Inclán de Pontevedra.

Pero non perdín de vista o mar, como afección, como desfrute e como compromiso, na Asociación Pola Defensa da Ría, defendendo dentro das miñas posibilidades a saúde dos ecosistemas da Ría de Pontevedra.

Tamén quixen acercarme aos mares do pasado, estudando uns bichiños ben fermosos dos mares do Xurásico de bacía portuguesa desta época, anos recollendo e estudando braquiópodos mesozoicos fixeron que lles teña un grande cariño a estes amiguiños de pedra, unha compañía que quero seguir buscando.

O tempo é unha fera destrutiva que pasa case sempre moi rápido, pasan os meses, os cursos, os anos e chegou o momento de deixar de traballar no instituto.

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Aprendendo cunha cebola por Xosé Álvarez

Aprendendo cunha cebola por Xosé Álvarez

Aprendendo cunha cebola

Xosé Álvarez Castro

            Sen lugar a dúbidas podemos afirmar que non hai casa que non teña pola cociña algunhas cebolas; máis alá da utilización que poidamos darlle nalgunhas receitas culinarias e das lágrimas que pode provocarnos, a cebola pode ser un recurso educativo e de entretemento nestes tempos de pandemia. Tamén pode ser utilizada na escola e ben seguro que espertará interese no alumnado; a utilización de materiais de uso cotián e de baixo ou nulo prezo, así como aparatos de sinxela construción, poden prestarnos un gran servizo xa que fan  que as experiencias non se circunscriban á aula pois os nenos e nenas disporán dos mesmos na casa, a súa barateza evita o “dirixismo” e “ control ríxido” por parte dos adultos e o medo que se poida ter a experimentar e estragar algo valioso. Nunha palabra: fai que o neno ou nena poida “facer ciencia” na súa vida diaria, na localización máis achegada á súa vivencia persoal.

Cocendo cascas

Tarteira tinguido

Como gran parte dos lectores e lectoras de “De Vella a Bella” estamos na idade de ter netos ou netas, propoñemos hoxe unha mostra, non exhaustiva, das posibilidades que pode proporcionarnos na casa (ou na escola), unha humilde cebola.

Podemos empezar aproveitando as follas máis externas, secas. Preparamos unha pouca la de ovella, ben lavada,  ou mercamos uns novelos de la virxe; non é fácil atopar este tipo de la porque a que se vende é sintética pero en Portugal haina pois emprégana para facer tapices (xa temos un bo pretexto para unha viaxe). Poñémola ao lume (pero sen chegar a ferver) durante unha hora nunha tarteira con auga na que se disolveu  un pouco de alume (100g de la por 20g de alume).  O alume pode comprarse nunha droguería e ten como misión  “morder” a la de xeito que as cores se fixen fortemente e teñan persistencia. Sacámola para fóra e facemos mostras atadas cun cordel. Logo poñemos a ferver en auga as follas da cebola e colocamos as mostras deixando fóra os cordeis para poder sacalas facilmente; imos retirando mostras cada certo tempo (de dous en dous minutos, por exemplo) e lavándoas ben con auga limpa. Obtemos así unha variada gama de cores que van dende o amarelo ata o laranxa intenso. As cores obtidas son moi duradeiras e resistentes ó lavado e á acción da luz. Podemos aproveitar para ir experimentando repartindo o líquido en distintos cacharros: que pasa se lle engades unhas gotas de vinagre?  e se lle botas uns granciños de sulfato de cobre do que se emprega para a viña?. Esta experiencia pode ser a iniciación ao mundo apaixonante do tinguido con vexetais.

Mostras

As cores da cebola

E xa que falamos de tintes, todos lembramos as novelas de espionaxe na que os personaxes utilizaban tinta invisible para mandar as súas mensaxes. Pois a cebola tamén pode sernos útil neste eido: si cun pauciño afiado mollado en zume de cebola, escribes unha mensaxe e deixas secar o papel non se notará nada, pero, que ocorre se quentas o papel á beira do lume?. Sorprenderaste ao ver que as letras aparecen e o escrito toma vida de novo.

O líquido que obtivemos no tinguido da la pode servirnos tamén de base para obter unha económica pintura de dedos coa que podemos elaborar as nosa creacións artísticas. Imos ver unha fórmula: Nun litro do líquido obtido na cocedura das peles da cebola, disolvemos 4 ou 5 culleradas de “ maizena” e poñemos a cocer, removendo, ata que espese. Podemos engadirlle unha culleradiña de alume como conservante e xa está lista para empregar.

Outra experiencia moi doada consiste en colocar cebolas na boca de tarros de cristal con auga e observar o seu crecemento. Podemos disolver diferentes sales minerais en cada un e estudar as influencias dos distintos nutrientes.

En moitas casas son habituais pequenos microscopios xa que a electrónica posibilitou poder mercalos a prezos moi baixos: por menos de 30 euros podemos mercar microscopios dixitais. Axudándonos con el podemos facer unha observación de células. Temos que coller unha folla carnosa do bulbo da cebola e despegamos un cacho dunha especie de lámina moi delgada que recobre o interior. Colocámolo nun portaobxectos (serve un anaco de cristal) cunha gotiña de auga e cubrimos. Enfocamos o microscopio e podemos  ver as células que forman os tecidos da cebola. Por certo, a palabra célula procede do latín cellula, ou sexa “pequena cela” e o aspecto do que observamos vén a lembrarnos as celas dunha colmea.

Claro que máis dun dos lectores dirá:  Pero se tan sequera temos microscopio! A maneira de ver as cousas aumentadas mediante algún aparatiño de construción caseira, xa daría para outra historia.

Xosé Álvarez Castro

Xosé Álvarez Castro

Historiador

Xosé Álvarez Castro, mestre, profesor de historia (xubilado) .Licenciado en Xeografía e Historia. 

Máster en Educación Ambiental. Fundación Universidad-Empresa. UNED. 

VI premio Galiza Mártir da Fundación Alexandre Bóveda á recuperación da memoria histórica en 2011. 

 Enlace ao Blog de Xosé Álvarez Castro

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VOLTEMOS A CHERNOBIL por Benito Andrade

VOLTEMOS A CHERNOBIL por Benito Andrade

Voltemos a Chernobil

CATÁSTROFE

 Hai agora 35 anos, aproximadamente á unha e media da mañá do 26 de abril de 1986, no reactor número catro da central nuclear Vladimir Ilich Lenin, próxima á cidade de Chernobil, producíronse unha serie de explosións debidas ao incumprimento das normas de seguridade por parte dos responsables da central, que terminarían por dispersar elementos radioactivos procedentes da fusión do uranio, contaminando un área de 150.000 quilómetros cadrados. Liberouse unha cantidade de radiación 500 veces superior á emitida en Hirosima. Na zona en torno ao reactor a toxicidade era 100.000 veces superior á tolerada polo ser humano. O accidente clasificouse dentro do grao 7, o máis alto dentro da Escala Internacional de Sucesos Nucleares. O po radioactivo transportado polo vento estendeuse polo norte de Europa; Suecia detectou radioactividade un día despois na chuvia que regaba os seus campos e cidades.

Chimenea de Chernobil

Non é fácil facer contas exactas dos danos causados polo accidente pero calcúlase que unhas 300.000 persoas foron separadas dos seus fogares, entre eles os 50.000 habitantes de Prípiat, a vila situada a 3 quilómetros da central. No que se refire ás vítimas non é fácil facer unha estimación, oficialmente recoñécense menos de 50,  os cálculos que se teñen feito presentan resultados moi dispares que oscilarían entre os 9.000 que calculou a OMS en 2005 e os 60.000 dun estudo publicado en 2006. Pero é moi difícil saber se moitas enfermidades que aparecen varios anos despois do accidente teñen a súa causa na radiación emitida tralo mesmo, polo que as cifras seguramente sexan moito máis elevadas.

ÉPICA

 No enfrontamento á catástrofe, a entrega das persoas que actuaron nos primeiros días adquiriu dimensións épicas, toda unha demostración da capacidade de loita e supervivencia humanas. Xa dende os primeiros momentos, a actuación dos técnicos, científicos, bombeiros e traballadores intentando apagar os lumes e enfriar e conter o mortífero reactor, ignorando a intensa radioactividade á que estaban a someterse, foi unha gran mostra de coraxe.

 Na recollida dos restos de material radioactivo que se tiña dispersado por unha grande extensión participaron 600.000 persoas; obreiros, científicos, bombeiros, mineiros, soldados, todos voluntarios salvo os militares aos que o goberno soviético ofreceu permutar dous anos de servizo militar por dous minutos de traballo no reactor. Moitos deles descoñecían a magnitude das radiacións ás que estaban sometidos. As tarefas máis  complexas eran as que se realizaban no teito do reactor, alí a intensidade da radiación multiplicaba por moito a capacidade humana para resistilas. Tras intentar limpar esta zona con robots que foron rapidamente inutilizados pola radiación, recorreuse a robots humanos, os biorrobots, que durante períodos de entre un e tres minutos, recollían os restos que podían e os guindaban á zona onde estaba o núcleo do reactor.

Diante do risco de que se producisen novas explosións se se poñían en contacto o combustible nuclear fundido e a auga que servía para a refrixeración que se acumulaba no subterráneo, dous enxeñeiros e un traballador da central introducíronse mergullándose nelas, a pesar de conter unha carga radioactiva mortal, para abrir as válvulas e sacar as augas dos seus depósitos, dando por seguro que non sobrevivirían. 

Liquidadores en Chernobil

Saíron con vida e falaron para os medios soviéticos pero durante anos pensouse que terían falecido pouco despois da súa fazaña, recentemente descubriuse que en realidade sobreviviran e dous deles aínda estarían vivos mentres que o terceiro faleceu en 2005.

MITO

 Hoxe, 35 anos despois do accidente, o ocorrido na central atópase rodeado dun halo mítico ao que sen dúbida contribuíu todo o segredo amosado pola entón URSS que ocultou moita información sobre o acontecido e as súas consecuencias; como adoita ocorrer nestes casos, a imaxinación enche os ocos da narrativa e incluso crea e engrandece outros novos. A recente serie de HBO sobre o accidente contribuíu sen dúbida a asentar este mito.

 Pero é que ademais Chernobil representa para nós a apocalipse nuclear por excelencia, ese mito e ameaza que forma parte do imaxinario da humanidade dende as imaxes das explosións de Hirosima e Nagasaki engordado pola literatura e o cine. Quen non se sobrecolle diante do propio nome da cidade? Como un crente diante do nome do seu deus. Pero neste caso é un mito real, unha historia verdadeira e unha ameaza ben tanxible.

Documental sobre a zona

Novo escudo da central

PARQUE TEMÁTICO

 Que dubida cabe de que, se o nome de Chernobil desperta no noso subconsciente os medos atávicos, as inseguridades diante da inmensidade dun mundo que non entendemos ben, a incomprensión dos rumbos da historia que pasan por estes acontecementos; non é lóxica a curiosidade por coñecer o que alí aconteceu, por comprobar que hai de real no mito?

 Seguramente o coñecemento físico dos lugares permítenos ver as ameazas ás que nos enfrontamos nunha historia de futuro incerto. Probablemente sexan eses medos e incertezas os que nos arrastran ao turismo de catástrofes en xeral e por iso queremos visitar a central, acercarnos á apocalipse e comprobar ata onde poden chegar os nosos límites. Na actualidade existen varias empresas turísticas coas que podemos concertar unha visita guiada á central e á Zona de Exclusión, incluso xa hai hoteis dentro desta zona e o número de visitantes non para de medrar, máis dende a emisión da serie de HBO, e aínda crecerá moito máis a atracción cara a este santuario da catástrofe, ollo, non natural, provocada.

 Segundo contan, o que se atopa en Chernobil ten unha profunda carga simbólica con referencias á historia recente da Unión Soviética con restos da súa estética e as súas mensaxes, éntrase no terreo da épica e do mito e por suposto tamén supón unha invitación a reflexionar acerca do poder da natureza e do futuro da humanidade, a súa capacidade de destrución e as dificultades para a conservación e o progreso verdadeiro. Ou así debería ser.

Turistas no parque temático

AMEAZA

 Terminou con Chernobil a ameaza dun accidente nuclear? En absoluto, é posible que se aprendese do accidente e que se mellorasen as opcións de seguridade pero, porén, en 2011 volvemos ter un accidente importante, en Fukusima; aínda que provocado por un tsunami, é evidente o potencial destrutivo da combinación da actividade humana e das forzas da natureza. Alguén se estrañaría se recibe noticias hoxe dun accidente nuclear en calquera parte do mundo? Á parte da sorpresa dunha noticia desa envergadura entenderiamos que se tivese producido.

Con cerca de 450 reactores nucleares funcionando no planeta, existen posibilidades evidentes de que o accidente aconteza, de feito prodúcense, a pesar da opacidade dos sistemas de control e das empresas eléctricas, periodicamente chegan novas de pequenos “incidentes” que, nas condicións precisas, poden converterse en grandes catástrofes. En España existen 7 reactores en funcionamento, repartidos en 5 centrais, algúns cunha antigüidade considerable.

 As poderosas empresas eléctricas e incluso algúns pseudoambientalistas pretenden facernos ver que a enerxía nuclear é imprescindible para que as luces acendan cada vez que pulsamos o interruptor, en realidade non só non son imprescindibles, podemos vivir e progresar sen centrais nucleares e, sobre todo, debemos liberarnos destas ameazas para despexar un futuro sen catástrofes.

Benito Andrade González

Benito Andrade González

Profesor de Bioloxía

Son Benito Andrade, nacín en Salcedo, moi cerca de Pontevedra, no 59.

Cando terminei o bacharelato tiña decidido estudar Filoloxía Hispánica pero no último momento matriculeime en Bioloxía, coa ilusión de poder estudar o medio mariño.

Pero non, non era ese o meu camiño, acabei dando clases de Bioloxía en varios centros de Galicia, o último o IES Valle Inclán de Pontevedra.

Pero non perdín de vista o mar, como afección, como desfrute e como compromiso, na Asociación Pola Defensa da Ría, defendendo dentro das miñas posibilidades a saúde dos ecosistemas da Ría de Pontevedra.

Tamén quixen acercarme aos mares do pasado, estudando uns bichiños ben fermosos dos mares do Xurásico de bacía portuguesa desta época, anos recollendo e estudando braquiópodos mesozoicos fixeron que lles teña un grande cariño a estes amiguiños de pedra, unha compañía que quero seguir buscando.

O tempo é unha fera destrutiva que pasa case sempre moi rápido, pasan os meses, os cursos, os anos e chegou o momento de deixar de traballar no instituto.

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Exercicios de Abdominais por Ana Santos

Exercicios de Abdominais por Ana Santos

Rutina de exercicios para fortalecer os abdominais na casa, material necesario unha botella de plástico e unha esterilla. exercita o teu corpo polo menos 3 veces por semana.

Exercicios moi senxelos para fortalezar a parte superior e inferior do abdomen.

Non esquezas realizar un quencemento e estirar o final dos exercicios.

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