SE EU PUDESSE
Ah! Se eu pudesse virar o mundo do avesso,
mudar tudo o que é maldade
e criar perfumados lírios roxos
de amor e verdade!
Se eu pudesse ser luz,
luz que iluminasse a escuridão,
as trevas, a maldição,
faria da Poesia,
com um gesto de magia,
um laço de verdadeiro amor
do norte ao sul,
do oriente ao ocidente,
onde não houvesse
guerras,
destruição,
choro,
maldição
nem lamentação.
Então, dormiria tranquila
na doce convicção
de que todo o mundo é meu irmão,
sabendo que, só há Paz e Pão,
onde reinar a verdadeira união.
Queres partir comigo, dar-me a tua mão?
Vamos por aí fora, espalhar a esperança,
a bondade, a alegria,
a autêntica felicidade,
neste tempo tão cheio de poluição e falsidade.
E assim juntos, faremos um paraíso,
um jardim, onde cada flor será um sorriso,
cada pétala, um abraço,
e cada perfume, um canto de amor,
sem qualquer queixume.
É com Paz que poderemos sonhar, sonhar
e sentir os nossos corações bater juntos,
amar, numa sinfonia
que soará em todos os cantos,
de noite e de dia,
sem mais prantos ou agonia.
É na paz que nos reencontraremos
em liberdade
e os nossos ideais
se tornarão uma doce realidade.
É na Paz que descobriremos
que o amor e a compaixão
são a língua universal,
que fará de cada homem,
um irmão, livre da guerra,
da opressão e do mal.
Cada passo que dermos,
é um passo firme e seguro em direção
à verdadeira harmonia
de um sorridente futuro.
As nossas vozes se unirão num coro
de esperança
e louvor,
numa canção à Paz, ao Progresso
e ao Amor.
Só assim, a Terra se tornará
um lugar mais bonito,
mais justo e mais livre,
onde não ouviremos, enfim,
qualquer grito
de um irmão aflito,
e a vida terá a cor azul
do céu infinito.
Graça Amiguinho

Graça Foles Amiguinho
Colaboradora Portuguesa
“Son Maria de Graça Foles Amiguinho Barros. Vivo en Vila nova de Gaia, pero nascín no Alentejo, nunha aldeia pequena chamada A Flor do Alto Alentejo.
Estudei en Elva. Fiz maxisterio en Portoalegre. Minha vida foi adicada ao ensino durante 32 anos, aos meus alumnos ensineilles a amar as letras, o país, as artes e a cultura.
Meu começo coa poesia aconteceu de xeito dramático cando partin os dous braços, en 2004 comecei a escribir poesia compulsivamente, en 2005 xa tiña o primero libro editado O meu sentir…”
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