Nada por Charo Valcárcel Mato

Nada por Charo Valcárcel Mato

por Charo Valcárcel

Son mar,son terra

Son chuvia e tamén son efémera pinga que esvara da folla e xa é nada

Son estrondo algarabía

canto doce e tamén

son berro atrapado no silencio

e gozo agochado na soidade

Son paxaro ceo azul

vermello ocaso e tamén

son luz que apaga as ausencias

voo frustrado de ás mutiladas

Son un antes un agora

Son un sempre

Son un todo e son un nada

Charo Valcárcel.

 

Charo Valcárcel Mato

Charo Valcárcel Mato

Profesora de Filoloxía galega

Eu son Charo Valcárcel. Nacín nunha pequena freguesía da Estrada (Sta. Cristina de Vinseiro) hai 60 anos, pero xa levo trinta e cinco vivindo en Pontevedra, case tantos como os que traballei no IES Valle Inclán (trinta e dous), toda unha vida…

Estudei Filoloxía Hispánica, aínda que me presentei e aprobei as oposicións para profesora de Lingua galega e sempre exercín como tal, do cal me sinto e sentirei sempre moi orgullosa.

No Valle Inclán coñecín a Ana, Manuel, Isidro, Benito e Sara que, considero, máis que compañeiros, amigos, bos amigos. Xuntos compartimos moitas experiencias.

Agora esta na que nos implicou Ana que, polo menos para min, é un salvavidas, un incentivo que chega para encher o oco que deixa o ensino nas nosas vidas.

Pero tamén formamos parte dun grupo de teatro de profesores (en activo e xubilados) que naceu no 2005 no seo do Valle Inclán, Argallada, e que está esperando tempos mellores para retomar a súa actividade.

Agardo que as miñas contribucións no blog devellabella sexan merecedoras do voso beneplácito ou, polo menos, non do voso desgusto.

Vou contarvos un conto triste

máis artigos

♥♥♥ síguenos ♥♥♥

Se eu pudesse por Graça Amiguinho

Se eu pudesse por Graça Amiguinho

SE EU PUDESSE

 

Ah! Se eu pudesse virar o mundo do avesso,

mudar tudo o que é maldade

e criar perfumados lírios roxos

de amor e verdade!

Se eu pudesse ser luz,

luz que iluminasse a escuridão,

as trevas, a maldição,

faria da Poesia,

com um gesto de magia,

um laço de verdadeiro amor

do norte ao sul,

do oriente ao ocidente,

onde não houvesse

guerras,

destruição,

choro,

maldição

nem lamentação.

Então, dormiria tranquila

na doce convicção

de que todo o mundo é meu irmão,

sabendo que, só há Paz e Pão,

onde reinar a verdadeira união.

Queres partir comigo, dar-me a tua mão?

Vamos por aí fora, espalhar a esperança,

a bondade, a alegria,

a autêntica felicidade,

neste tempo tão cheio de poluição e falsidade.

E assim juntos, faremos um paraíso,

um jardim, onde cada flor será um sorriso,

cada pétala, um abraço,

e cada perfume, um canto de amor,

sem qualquer queixume.

É com Paz que poderemos sonhar, sonhar

e sentir os nossos corações bater juntos,

amar, numa sinfonia

que soará em todos os cantos,

de noite e de dia,

sem mais prantos ou agonia.

É na paz que nos reencontraremos

em liberdade

e os nossos ideais

se tornarão uma doce realidade.

É na Paz que descobriremos

que o amor e a compaixão

são a língua universal,

que fará de cada homem,

um irmão, livre da guerra,

da opressão e do mal.

Cada passo que dermos,

é um passo firme e seguro em direção

à verdadeira harmonia

de um sorridente futuro.

As nossas vozes se unirão num coro

de esperança

e louvor,

numa canção à Paz, ao Progresso

e ao Amor.

Só assim, a Terra se tornará

um lugar mais bonito,

mais justo e mais livre,

onde não ouviremos, enfim,

qualquer grito

de um irmão aflito,

e a vida terá a cor azul

do céu infinito.

 

Graça Amiguinho

Graça Foles Amiguinho

Graça Foles Amiguinho

Colaboradora Portuguesa

“Son Maria de Graça Foles Amiguinho Barros. Vivo en Vila nova de Gaia, pero nascín no Alentejo, nunha aldeia pequena chamada A Flor do Alto Alentejo.

Estudei en Elva. Fiz maxisterio en Portoalegre. Minha vida foi adicada ao ensino durante 32 anos, aos meus alumnos ensineilles a amar as letras, o país, as artes e a cultura. 

Meu começo coa poesia aconteceu de xeito dramático cando partin os dous braços, en 2004 comecei a escribir poesia compulsivamente, en 2005 xa tiña o primero libro editado  O meu sentir…”

Vamos ao baile da pinha

Os cravos de Abril

A Paz

máis artigos

♥♥♥ síguenos ♥♥♥

O espelho onde me revejo por António Silva

O espelho onde me revejo por António Silva

O espelho onde me revejo

Olho-me ao espelho devagar

E perante mim, passam todos os anos que eu tenho

Como se fosse um filme, uma película a preto e branco

São as imagens de uma vida

Que lentamente eu vejo e revejo no espelho velho,

Atentamente reconheço várias cenas

Vejo-me quando eu menino, corria descalço

Pelos campos floridos e cultivados

Com brincadeiras do menino, que queria conhecer o mar

São os reflexos de um tempo distante, que já não volta,

Quase que ouço o sussurro do vento

Que graciosamente acariciava o meu rosto

Enquanto eu ia cantarolando

Uma canção, alegre e bem antiga,

Em outra parte da película

Vejo como eu cresci, me tornei homem

O homem que ainda gosta de ver o mar

Vejo cenas de triunfos e de fracassos

São imagens desfocadas do meu passado,

Hoje, eu sou o resultado da soma dos meus anos

As cenas a preto e branco dançam em minha mente

E a vida adulta é um cenário em constante mutação

São as minhas memórias, as minhas histórias

Que se vão desvanecendo com a passagem dos anos,

O espelho é simplesmente uma janela para o passado

Onde o tempo flui sem parar

Como se fosse um rio

Que procura como eu também ver o mar,

O espelho reflete quem eu era e quem eu sou agora

Olho para trás, mas agora só vejo a minha sombra

Que se reflete na parede caiada de branco,

E arrumo o velho espelho, no sótão do passado

Mas de uma coisa eu sei

Eu nunca irei esquecer qual é o meu sobrenome.

 

António Silva

Junho de 2025

António Silva

António Silva

Poeta

Eu me chamo António Silva. Sou português e da província do Baixo Alentejo. Gosto muito de pintar e escrever poesia.

Meus poemas são pequenas pinturas coloridas. Cada tela que pinto é um poema colorido. E meus poemas são pinturas que retratam pedaços da minha vida. Recordações de infância que ficaram gravadas em meu coração. Eu gosto de colorir a vida com meus poemas e minhas pinturas. Assim a vida é mais fácil e mais bonita. Pinto e escrevo, como se ainda eu fosse uma criança.

Pois por dentro, eu não mudei, sou uma criança que tem um corpo de adulto.

Comi meu pão de côdea já dura

Nunca me despedi de ti

Deixaste comigo um pouco do teu perfume

máis artigos

♥♥♥ síguenos ♥♥♥

A Paz por Graça Foles

A Paz por Graça Foles

A paz começa dentro do teu coração.

Se não vives feliz,

se não sabes amar,

se não sabes perdoar,

se não sabes compreender,

se não queres perceber o mundo que te rodeia,

como poderás viver em Paz?

Se vives no teu mundo,

alheia a tudo,

se a tua vida é uma vida sem sentido,

um tempo perdido,

acorda, olha à tua volta,

não percas tempo,

vive cada momento

com amor,

com entrega, sem reservas.

O teu universo será diferente,

a tua atitude, sorridente

e verás crescer laços de um novo viver.

Acredita que nada é impossível

e um gesto de ternura e cumplicidade

pode levar bem longe,

um raio luminoso de felicidade.

Onde há alegria verdadeira,

haverá Paz, uma vida inteira.

Graça Amiguinho

Graça Foles Amiguinho

Graça Foles Amiguinho

Colaboradora Portuguesa

“Son Maria de Graça Foles Amiguinho Barros. Vivo en Vila nova de Gaia, pero nascín no Alentejo, nunha aldeia pequena chamada A Flor do Alto Alentejo.

Estudei en Elva. Fiz maxisterio en Portoalegre. Minha vida foi adicada ao ensino durante 32 anos, aos meus alumnos ensineilles a amar as letras, o país, as artes e a cultura. 

Meu começo coa poesia aconteceu de xeito dramático cando partin os dous braços, en 2004 comecei a escribir poesia compulsivamente, en 2005 xa tiña o primero libro editado  O meu sentir…”

Vamos ao baile da pinha

Os cravos de Abril

máis artigos

♥♥♥ síguenos ♥♥♥

As rosas da cor do sol poente por António Silva

As rosas da cor do sol poente por António Silva

As rosas da cor do sol poente

 

Plantei no meu jardim uma roseira sem saber sua cor

O orvalho ia regando docemente a minha roseira

Eu contemplava seu crescimento

E quando ela cresceu, seus botões perfumados

Eram da cor do sol poente, e adocicados

Mesclados com as cores da minha solidão

As suas pétalas eram cheias de cor e delicadas,

Hoje são como beijos da natureza

E eu escrevo em suas pétalas

As palavras que vou usando em minha poesia,

E num papel branco, faço pequenos esboços

Onde tento passar para o papel

Pequenos exercícios com desenhos e aguarelas,

Onde tento copiar as cores do meu roseiral

São apenas tentativas frustradas

Porque são cores impossíveis de eu reproduzir

São as cores das rosas que Deus criou e desenhou

Com pinceladas de amor e perfeição

No seu celeste atelier como Pintor,

Para admirarmos a Sua Obra-Prima de Criação

Onde cada botão de rosa

É uma manifestação da sua criatividade

Simplesmente um design divino,

O orvalho continua a regando a minha roseira

Enquanto eu tento reproduzir, em desenhos e aguarelas

As cores que eu guardo em meu coração.

António Silva

Junho de 2025

António Silva

António Silva

Poeta

Eu me chamo António Silva. Sou português e da província do Baixo Alentejo. Gosto muito de pintar e escrever poesia.

Meus poemas são pequenas pinturas coloridas. Cada tela que pinto é um poema colorido. E meus poemas são pinturas que retratam pedaços da minha vida. Recordações de infância que ficaram gravadas em meu coração. Eu gosto de colorir a vida com meus poemas e minhas pinturas. Assim a vida é mais fácil e mais bonita. Pinto e escrevo, como se ainda eu fosse uma criança.

Pois por dentro, eu não mudei, sou uma criança que tem um corpo de adulto.

Nunca me despedi de ti

Deixaste comigo um pouco do teu perfume

O espello onde me revejo

máis artigos

♥♥♥ síguenos ♥♥♥

A Bruma por Teresa Melo

A Bruma por Teresa Melo

A BRUMA

 

Desce o manto leve esfumado,

De suave brancura acinzentada,

Na ponte de filigrana encantada;

Coroa do Douro tão amado.

 

Ao atravessar a ponte se deslumbra,

A bruma que envolve o rio;

Luzes desde o morro ao cais, sombrio

As janelas, candeias rasgando a sombra.

 

Meus olhos absortos, perdidos na névoa

Solitários vagueiam sem rumo,

Alucino que ouço a ave que voa.

 

Desperta a nostalgia que em mim mora,

Da chama de um amor que não se apaga,

Aviva saudades dos tempos de outrora!

 

          Pintura e poema de Teresa Melo

María Teresa Van Caennemberg de Oliveira Melo

María Teresa Van Caennemberg de Oliveira Melo

Nascida em 05/12/1958 em São João da Madeira onde viveu até 1973.

Nesse ano trocou a vida pacata da vila pelo rebuliço da garbosa cidade do Porto onde concluiu os estudos na área de Turismo, profissão que abraçou apaixonadamente até 2008.

Seus pais sempre lhe incutiram a importância da leitura, narração de histórias e viagens como pilar do ensino-aprendizagem que a levaram a escrever textos e poemas desde adolescência.

Sua paixão pela Arte tenta conciliar a pintura e a escrita.

Em 2020 participou na Colectânea Raia Luso Espanhola a convite da poetisa e amiga Graça Foles Amiguinho.

Em 2021, participou na Colectânea Cultura Sem Fronteiras.

” Acredito que a Arte é a alma da Sociedade”

O meu confidente

O meu mar

máis artigos

♥♥♥ síguenos ♥♥♥